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Bolsonaro agradece parceria com a China durante reunião do BRICS

Presidente mudou tom do discurso em relação à China

relogio min de leitura | Redação 09 de setembro de 2021 - 16:24
Bolsonaro participou de reunião do BRICS nesta quinta-feira
Bolsonaro participou de reunião do BRICS nesta quinta-feira -

Após fazer diversas declarações contra a China nos últimos meses, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mudou o tom do discurso e agradeceu à parceria com o país na produção de vacinas durante uma reunião virtual da XIII Cúpula do Brics, bloco composto por Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul, realizada nesta quinta-feira (9). 

A reunião virtual contou com a presença do presidente da China, Xi Jinping, Vladimir Putin (Rússia), Cyril Ramaphosa (África do Sul) e Narendra Modi (Índia). Jair Bolsonaro fez elogios à relação do Brasil com a China, principal parceiro comercial do Brasil. Ele afirmou que a colaboração com o país asiático "tem mostrado essencial para a gestão adequada da pandemia no Brasil".  

"Esta parceria se tem mostrado essencial para a gestão adequada da pandemia no Brasil, tendo em vista que parcela expressiva das vacinas oferecidas à população brasileira é produzida com insumos originários da China", disse Bolsonaro. 

Durante o evento, Bolsonaro relembrou do último encontro do grupo de forma presencial, em 2019, quando teve uma reunião bilateral com o presidente chinês em Brasília. "Aquela foi, por exemplo, a última ocasião em que me reuni pessoalmente com o presidente Xi Jinping, quando discutimos temas da parceria estratégica global entre nossos dois países, bem como o bom estado de nossas relações bilaterais em diversas vertentes, mais especialmente no âmbito comercial de investimentos", disse o presidente do Brasil. 

Ataques à Coronavac

O discurso do presidente Jair Bolsonaro feito durante a reunião do Brics chamou a atenção pela mudança de tom em relação à China. Durante a pandemia, em diversas ocasiões, o líder brasileiro desprezou a vacina CoronaVac, desenvolvida no país asiático e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, do governo de São Paulo. Ele chegou a dizer, inclusive, que não compraria o imunizante. 

Em outra ocasião, o presidente chegou a insinuar que o coronavírus teria sido criado propositalmente pela China. "É um vírus novo, ninguém sabe se nasceu em laboratório ou nasceu por algum ser humano ingerir um animal inadequado. Mas está aí. Os militares sabem o que é guerra química, bacteriológica e radiológica. Será que estamos enfrentando uma nova guerra? Qual país que mais cresceu seu PIB? Não vou dizer para vocês", disse Bolsonaro. 

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