Avaliação negativa de Bolsonaro aumenta e Lula amplia vantagem, aponta pesquisa
Pesquisa aponta que maioria acredita que situação econômica do país piorou

A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (1º), mostra que o ex-presidente Lula (PT) ampliou vantagem sobre Jair Bolsonaro (sem partido) nas intenções de voto para 2022. Além disso, os dados divulgados mostram que aumentou a avaliação negativa do governo e preocupação em relação à situação econômica do país.
Na pesquisa estimulada (com oferecimento de opções de candidatos), a pesquisa mostra Lula com 47%, e Bolsonaro, com 26%; Ciro Gomes (PDT) tem 8% e João Doria (PSDB), 6%. Brancos e nulos somam 8% e indecisos, 5%. Já em uma pesquisa espontânea (quando o entrevistado cita o candidato em que votaria), os indecisos são 58%, Lula tem 23% e Bolsonaro, 15%. Ciro aparece com 1%.
Segundo turno
Segundo o levantamento, se as eleições fossem hoje, em um eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o petista teria 55% dos votos no segundo, contra 30% do atual chefe do Executivo. A distância entre os adversários é de 25 pontos percentuais. Em agosto, essa diferença era de 21 pontos percentuais. Ou seja, o líder da pesquisa ampliou a vantagem, embora dentro da margem de erro, e o segundo colocado perdeu espaço.
A pesquisa também projetou outros cenários e mostrou que em um enfrentamento entre Lula e Ciro, o petista teria 52% das intenções de voto, contra 25% do ex-ministro. Já num cenário entre Ciro e Bolsonaro, o pedetista venceria com 45%, contra 33% de Bolsonaro.
Avaliação de Bolsonaro
De acordo com a pesquisa divulgada nesta quarta-feira, a avaliação negativa do governo Jair Bolsonaro subiu de 44% para 48% entre agosto e setembro. Na mesma passagem, a avaliação positiva recuou de 26% para 24% e a regular oscilou de 27% para 26%. O porcentual restante contabiliza aqueles que não souberam ou não quiseram responder.
Sobre a situação econômica do país, 68% dos entrevistados disse que acredita que a situação econômica piorou no último ano, contra 62% em agosto. Já aqueles que observam melhora na economia caíram de 16% para 13%. Os que veem estabilidade eram 20% e agora são 17%. Outros 2% não souberam ou não quiseram responder nos dois períodos.