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Conta de luz pode sofrer reajuste de até 15% no mês de setembro

Bandeira vermelha, a mais cara da conta, pode dobrar de valor

relogio min de leitura | Redação 27 de agosto de 2021 - 13:25
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) -

Segundo distribuidoras e analistas de mercado, a bandeira vermelha, a mais cara na conta de luz do brasileiro, poderá dobrar de valor em setembro em função dos altos custos na geração de energia. Caso a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adote a medida, as contas passarão por um reajuste médio de 15,2%.

O alto custo se dá em função da crise hídrica que acomete o Brasil, a maior em 91 anos, que fez o governo voltar-se às termelétricas, fonte mais cara de energia elétrica, para o abastecimento do país. Especialistas afirmam que os períodos mais longos de estiagem se dão em função do afrouxamento das leis de proteção ambiental no Brasil e no mundo e o agravamento do efeito estufa que disto é consequente.

As bandeiras, amarela e vermelha, funcionam como uma espécie de alerta, que indica a necessidade de redução de consumo e penaliza o cliente caso ele ultrapasse o limite estipulado pela Aneel.

Com isso, distribuidoras e grandes consumidores, como o setor industrial e as redes hospitalares, podem esperar um aumento de até 15,2% nas bandeiras tarifárias caso a projeção da TR Soluções, empresa que desenvolveu um sistema que simula as condições de projeção das tarifas consideradas pela Aneel, se concretize. Isso significaria um aumento de quase R$100 no valor do megawatt-hora (MWh) na bandeira vermelha 2, que passaria de R$94,90 para R$190,00. Segundo a corporação, a tarifa média sem impostos é de R$532 por MWh sem a aplicação das bandeiras e R$627 com a bandeira vermelha 2. Contudo, caso esta suba para R$190, a tarifa média subiria para R$722 por MWh, um aumento de 15,2%.

Em meio ao aumento dos preços, o ministro da economia Paulo Guedes questionou a repercussão do público sobre o aumento no custo da energia elétrica.

"Se ano passado que era um caos, nos organizamos e atravessamos, por que vamos ter medo agora? Qual é o problema agora que a energia vai ficar um pouco mais cara porque choveu menos?", rebateu Guedes durante o lançamento da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, na Câmara dos Deputados, nesta quarta (25).

Contudo, assessores do Palácio do Planalto avaliam que a adoção de reajustes e racionamentos com altas tarifas sobre o consumo de energia, podem prejudicar ainda mais a campanha de reeleição de Jair Bolsonaro à presidência da República em 2022. 

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