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PMs seguirão Exército em caso de “ruptura institucional”, afirma associação

Governadores temem que forças policiais apoiem tentativa de golpe

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 24 de agosto de 2021 - 16:55
Policiais militares tem feito convocações para atos no 7 de setembro
Policiais militares tem feito convocações para atos no 7 de setembro -

A Associação Nacional dos Militares Estaduais do Brasil (Amebrasil) divulgou uma nota na qual diz que seguirá o Exército caso haja uma "ruptura institucional" no Brasil. A declaração foi feita horas após governadores discutirem a atuação de policiais militares nas manifestações a favor do presidente Bolsonaro previstas para acontecer no dia 7 de setembro. 

O comunicado foi expedido na noite dessa segunda-feira (23/8), pelo presidente da Amebrasil, coronel da Polícia Militar do DF (PMDF) Marcos Antônio Nunes de Oliveira. A associação escreveu que compete às polícias militares “a segurança e a ordem pública, conforme mandamento da Constituição Federal no seu artigo 144”. 

“Afora essas missões ainda lhes são atribuídas, no campo da defesa interna ou no caso de ruptura institucional (estado de sítio ou de defesa), compor o esforço de mobilização nacional para a defesa da pátria, a garantia dos poderes constitucionais e garantir a lei e a ordem. Nesses casos, as polícias militares serão automaticamente convocadas pela força terrestre federal para atuarem nesse contexto como força auxiliar e reserva do Exército”, disse.

De acordo com a associação, “as polícias militares não podem ser empregadas de forma disfuncional por nenhum governador, pois são instituições de Estado, e não de governo”.

“Nosso laço institucional na defesa da pátria com a força terrestre brasileira (Exército) é indissolúvel e não está sujeito ao referendo de nenhum governador, partido político ou qualquer outra ideologia que não seja a proteção da pátria, da segurança e da soberania”, assinalou.

Governadores temem tentativa golpista no feriado nacional

Nesta segunda-feira (23), governadores discutiram a atuação de policiais militares de todo o país nas manifestações a favor do presidente Jair Bolsonaro marcadas para o dia 7 de setembro. O Fórum dos Governadores afirmou que fará o possível para que as corporações “atuem nos limites da Constituição”.

As discussões começaram após o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), afastar um coronel da ativa da Polícia Militar que convocou outros policiais para participarem do ato a favor do presidente Jair Bolsonaro e contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Nas redes sociais, apoiadores do presidente veem o ato como uma forma de dar apoio a uma tentativa de golpe.

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