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"Fogo de palha, zero preocupação", diz Mourão sobre atos pró-Bolsonaro previstos para 7 de setembro

Vice-presidente foi questionado sobre tentativa de golpe no dia da independência

relogio min de leitura | Redação 23 de agosto de 2021 - 15:33
Vice-presidente afirmou ter "zero preocupação" sobre chances de golpe
Vice-presidente afirmou ter "zero preocupação" sobre chances de golpe -

O vice-presidente da República Hamilton Mourão chamou de "fogo de palha" as manifestações de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro que estão previstas para acontecer no dia 7 de setembro, data da independência do Brasil. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo. 

Mourão foi questionado, nesta segunda-feira (23), sobre a possibilidade de uma tentativa de golpe no dia do feriado nacional. Diversos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro têm usado as redes sociais para pedir que as Forças Armadas e as policias militares dos estados brasileiros apoiem a tentativa autoritária. "Isso aí tudo é fogo de palha, zero preocupação", disse o vice-presidente.

Nesta segunda-feira (23), o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), informou que afastou um comandante da Polícia Militar que convocou outros policiais para a mobilização bolsonarista e que fez ataques ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O coronel da reserva Augusto Nascimento de Mello Araújo é diretor-presidente da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) e estava a frente do Comando de Policiamento do Interior (CPI) 7, em Sorocaba (SP).

Ao comentar sobre as declarações do comandante, o vice-presidente Mourão afirmou que o regulamento disciplinar das Forças Armadas prevê punição para oficiais da ativa que se manifestem politicamente.

"Todo pronunciamento de caráter político feito por um militar da ativa está sujeito ao regulamento disciplinar. O comando da Polícia Militar de São Paulo deve estar tomando providências a este respeito", disse.

Apesar da declaração de Mourão, no entanto, há precedentes para a realização da prática. Em junho deste ano, o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, general da ativa do Exército, participou de ato em favor do presidente Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro. Apesar de ter desrespeitado o regulamento disciplinar da Forças Armadas, que proíbe a participação de militares da ativa em manifestações políticas, Pazuello não sofreu qualquer punição.

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