Bolsonaro convoca ato em prol da aprovação da PEC do voto impresso na paulista

A convocação foi feita durante conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada nesta terça (3)

Escrito por Redação 03/08/2021 12:42, atualizado em 03/08/2021 13:28
PEC do voto impresso deve ser votada pela Câmara dos Deputados na próxima quinta-feira (5)
PEC do voto impresso deve ser votada pela Câmara dos Deputados na próxima quinta-feira (5) . Foto: Divulgação

Durante conversa com apoiadores do governo na saída do Palácio da Alvorada na manhã desta quarta-feira (3), o presidente Jair Bolsonaro convocou um ato a favor da PEC do voto impresso. O mandatário aproveitou ainda a ocasião para voltar a criticar a conduta do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luís Roberto Barroso, principal responsável pelo embargo da emenda. As informações são do Metrópoles.

O ato na paulista já havia sido defendido por Bolsonaro no último domingo (1) quando participou de manifestações a favor da PEC. O chefe do executivo alega estar sendo vítima de uma perseguição do ministro do Supremo que segundo ele estaria “prestando um desserviço à população brasileira” ao demonstrar grande insensibilidade quanto à vontade popular e “cooptar” outros juízes à reprovação da proposta. Bolsonaro, que por vezes deu declarações inconstitucionais e chegou até a participar de atos pedindo o fechamento do STF e a volta da ditadura, ainda acusou Barroso de jogar “fora das quatro linhas da constituição”.

“Se o povo assim desejar, porque eu devo lealdade ao povo brasileiro, uma concentração na Paulista para darmos o último recado para aqueles que ousam açoitar a democracia. Repito: o último recado, para que eles entendam o que está acontecendo e passem a ouvir o povo, e passem a entender que o Brasil tem 8,5 milhões de quilômetros quadrados, e não um pedacinho dentro do DF, eu estarei lá. Até porque, senhor ministro Barroso, a própria Constituição diz que todo poder emana do povo. Eu li a Constituição, interpretei e respeito. Eu jogo dentro das quatro linhas da Constituição, e o Barroso, tenho certeza, joga fora. Eu não vou deixar de cumprir o meu dever de presidente da República.”

A Câmara dos Deputados avalia a proposta de emenda à Constituição (PEC) que propõe a obrigatoriedade da expedição de cédulas físicas, conferíveis pelo eleitor, a serem depositadas em urnas inacessíveis, para fim de auditoria na votação e apuração dos votos. Contudo, a análise da proposta foi adiada pela base de aliados do governo por falta de membros da casa favoráveis à sua aprovação na comissão especial. A consideração da PEC deve ocorrer após a volta do recesso parlamentar e está prevista para ser votada na próxima quinta-feira (5).

Nesta segunda-feira (2), o TSE aprovou por unanimidade a abertura de um inquérito administrativo e o envio de uma notícia-crime ao STF para investigar o mandatário pela disseminação de notícias falsas, as famosas fake news. O presidente respondeu declarando que não será intimidado e que enquanto o ministro continuar “tentando impor sua vontade”, continuará exercendo seu direito à liberdade de expressão para criticá-lo.

De acordo com a proposta do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Luis Felipe Salomão, “a preservação do Estado Democrático de Direito e a realização de eleições transparentes, justas e equânimes demandam pronta apuração e reprimenda de fatos que possam caracterizar abuso do poder econômico, corrupção ou fraude, abuso do poder político ou uso indevido dos meios de comunicação social, uso da máquina administrativa e, ainda, propaganda antecipada”.

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