Líder do Centrão, Ciro Nogueira aceita convite de Bolsonaro e será o novo ministro da Casa Civil

Ex-aliado de Lula e Dilma, Ciro é aposta de Bolsonaro para fortalecer base de apoio no Congresso

Escrito por Redação 27/07/2021 15:58, atualizado em 27/07/2021 16:44
Ciro Nogueira e Jair Bolsonaro
Ciro Nogueira e Jair Bolsonaro . Foto: Isac Nóbrega/PR

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) informou em suas redes sociais que aceitou oficialmente o convite do presidente Jair Bolsonaro para ocupar o ministério da Casa Civil. Na semana passada, o próprio presidente já havia antecipado que o senador iria ocupar o cargo.

"Acabo de aceitar o honroso convite para assumir a chefia da Casa Civil, feito pelo presidente. Peço a proteção de Deus para cumprir esse desafio da melhor forma que eu puder, com empenho e dedicação em busca do equilíbrio e dos avanços de que nosso país necessita", escreveu Nogueira em uma rede social.

Presidente do Partido Progressista (PP), Ciro é membro do grupo conhecido no Congresso como "Centrão". A ida dele para a Casa Civil é uma estratégia do presidente Bolsonaro para tentar conquistar apoio do bloco e tentar se fortalecer politicamente. O grupo é fundamental para o governo ganhar votações no Congresso e também tentar melhorar a relação com o Senado, que tem sido desgastada por conta da CPI da Pandemia. 

Além de auxiliar a articulação política junto com o Congresso, a Casa Civil atua na coordenação de ações do governo com outros ministérios, sendo uma das pastas mais importantes do executivo federal. 

Perfil

Nascido no Piauí, Ciro Nogueira tem 52 anos e já está na política desde 1995, quando foi eleito deputado federal, aos 26 anos. Em Brasília, ele é considerado um 'político profissional'. Após quatro mandatos na Câmara e em meio ao segundo mandato como senador, Ciro assumirá pela primeira vez um cargo no Executivo.

Ciro Nogueira é empresário e neto de políticos. Formado em direito, nas últimas eleições declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$23,3 milhões. Como é característico do Centrão, Ciro apoiou os governos dos ex-presidentes petistas Lula e Dilma e também o do ex-presidente Michel Temer (MDB), aproximando-se de Bolsonaro em meados de 2020.

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