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"Não tenho como dizer se vai ser respondido", diz Claudio Castro sobre caso Marielle

Promotoras do caso pediram afastamento na última semana

relogio min de leitura | Redação 13 de julho de 2021 - 17:36
Claudio Castro deu declarações durante coletiva de imprensa
Claudio Castro deu declarações durante coletiva de imprensa -

O governador Claudio Castro disse, nesta terça-feira (13), durante uma coletiva de imprensa, que não tem como dizer se o caso envolvendo as mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes será solucionado. Nesta semana, duas promotoras que investigavam o caso pediram afastamento.

Claudio Castro argumentou que não tem acesso ao processo que trata o caso e, mesmo cobrando a resolução, não tem como garantir que haverá respostas. O caso aconteceu há três anos e, até o momento, apenas duas pessoas envolvidas foram presas: o policial reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Queiroz. A arma e o carro utilizados no crime não foram encontrados até hoje. 

"Como qualquer outro cidadão, eu não tenho como dizer se vai ser respondido, pelo simples fato de que eu não faço parte do processo. Esse processo está em segredo de Justiça, seria um crime se eu falasse isso, ou eu estaria enganando, estaria fazendo bravata. O que eu cobro é que tenha solução, é minha cobrança institucional, como eu cobro todos os casos. Por óbvio, esse é um caso sensível, mas não tenho como dizer se vai ser ou não vai ser (solucionado)”, declarou o governador.

O governador também comentou que será agendado um encontro com a Anistia Internacional para tratar do caso. A organização divulgou uma nota informando que acompanha com preocupação o pedido de afastamento das promotoras Simone Sibílio e Letícia Emile, que estavam à frente das investigações.

"Três anos sem respostas sobre quem mandou matar Marielle e por quê, é tempo demais. Neste período quatro delegados diferentes assumiram a condução das investigações. Toda e qualquer suspeita de que a investigação possa sofrer interferências indevidas deve ser investigada. Exigimos das autoridades responsáveis transparência e respostas sobre a lisura na condução desse processo”, declarou a Anistia.

Simone e Letícia deixaram a força-tarefa do caso no último dia 10. Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), elas decidiram voluntariamente se afastar das investigações. Antes, as duas chegaram a denunciar o delegado da Polícia Civil, Maurício Demétrio, depois que descobriram que ele recebeu informações sigilosas do caso. As promotoras também discordaram da forma como estavam sendo conduzidas as negociações para a delação de Júlia Lotufo, viúva do ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Adriano da Nóbrega, líder de um grupo miliciano no estado.

Durante a coletiva, Claudio Castro criticou a postura das promotoras.

"Eu não me meto em investigação nenhuma. Eu cobro só que elas sejam solucionadas. Se as promotoras tinham alguma coisa do Dr. Alan, tem a corregedoria da Polícia Civil e o PGJ (Procurador-Geral de Justiça) Dr. Luciano Mattos, que poderia vir conversar comigo. Eu acho que elas deveriam ter usado as instâncias, irem formalmente fazer essa denúncia, se não fizeram, não me cabe comentar. Isso para mim vira ilação e eu não comento ilação", completou Castro.

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