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Após caso de lesbofobia, Paulo Eduardo Gomes é afastado do mandato

Decisão foi comunicada pelo PSOL neste sábado (10)

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 11 de julho de 2021 - 09:00
Paulo Eduardo Gomes se envolveu em caso de homofobia contra a vereadora Verônica Lima
Paulo Eduardo Gomes se envolveu em caso de homofobia contra a vereadora Verônica Lima -

O diretório municipal do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) informou, em nota neste sábado (10), que definiu pelo afastamento do vereador Paulo Eduardo Gomes do partido e do mandato por 60 dias. A decisão foi tomada após ele se envolver em um caso de homofobia contra a colega de Câmara, a vereadora Verônica Lima (PT), na última terça-feira (6). No seu lugar entra a professora Regina Bienenstein.

“Em reunião, o Diretório Municipal do PSOL Niterói, resolveu pelo afastamento por 60 dias do companheiro Paulo Eduardo de suas atividades partidárias e parlamentares, com a obrigação de participar de processo de formação no período, a ser definido pela Executiva em conjunto com os Setoriais LGBT, de Negritude e de Mulheres. Ele já havia se afastado da Liderança do partido na Câmara Municipal na última quarta-feira. Durante o período, a suplência irá assumir o mandato. Benny Briolly assume a Liderança do PSOL na Casa”, consta em um trecho do comunicado.

Ainda de acordo com o informe, o partido reforça que a atitude do vereador foi racista, lesbofóbica e machista. O texto ainda reitera que a ação foi gravíssima e vai contra as políticas e defesas das minorias desenvolvidas pelo partido, que logo após o acontecimento, se pronunciou e manifestou solidariedade à Verônica Lima.

Procurado, Paulo Eduardo comentou que o afastamento de suas atividades será um período importante para reflexão e autocrítica.

“Reafirmo meu comprometimento com a deliberação partidária que aplicou a penalidade. Esse será um período de formação e reflexão para reforçar a autocrítica e voltar às atividades no parlamento seguindo nosso compromisso com as lutas da cidade, com a defesa do SUS e ao lado de todos os movimentos sociais.”

Veja a nota completa divulgada pelo PSOL e nas redes sociais de Paulo Eduardo Gomes:

“Em reunião, o Diretório Municipal do PSOL Niterói, resolveu pelo afastamento por 60 dias do companheiro Paulo Eduardo de suas atividades partidárias e parlamentares, com a obrigação de participar de processo de formação no período, a ser definido pela Executiva em conjunto com os Setoriais LGBT, de Negritude e de Mulheres. Ele já havia se afastado da Liderança do partido na Câmara Municipal na última quarta-feira. Durante o período, a suplência irá assumir o mandato. Benny Briolly assume a Liderança do PSOL na Casa.

Entendemos que o ato praticado pelo vereador Paulo Eduardo Gomes foi racista, lesbofóbico e machista, e que expressa os pilares opressivos, excludentes de racismo e heteronormatividade patriarcal, que asseguram privilégios sócio-históricos e politicamente perpetuados, que precisam ser combatidos. O PSOL Niterói compreende a gravidade das falas e atitudes discriminatórias do vereador que vão contra o programa político e as defesas prioritárias do partido, que afirma o combate às opressões como parte central da luta para a superação do sistema capitalista.

O PSOL segue debatendo em suas instâncias para coletivamente alcançarmos as melhores respostas ao caso, numa perspectiva não-punitivista, mas de responsabilização à altura da discriminação lesbofóbica, machista e racista praticada. Mais uma vez nos solidarizamos com a vereadora Verônica Lima pela violência sofrida, e repudiamos veementemente o ato do nosso militante e vereador”.

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