Governo Federal exonera mais um funcionário do Ministério da Saúde
Lauricio Monteiro Cruz é acusado de participar das negociações entre a pasta e a empresa Davati para a compra de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (8) a exoneração de mais um funcionário do Ministério da Saúde. A bola da vez é o diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde, Lauricio Monteiro Cruz. O ex-diretor é acusado de participar das negociações entre a pasta e a empresa Davati Medical Suply para a compra de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca. O caso é investigado pela CPI da COVID.
A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e assinada pelo ministro da Casa Civil, Luis Eduardo Ramos. Lauricio foi nomeado pelo então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e estava no cargo desde agosto de 2020.
Segundo as investigações, foi o ex-diretor quem autorizou o reverendo Amilton Gomes de Paula a intermediar a compra do imunizante. O reverendo é fundador de uma entidade privada de nome Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah).
Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para COVID-19, Luiz Paulo Dominguetti afirmou que a ONG foi responsável por fazer a conexão entre ele e o então secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco. De acordo com Dominguetti, além de Élcio, Roberto Ferreira Dias e Lauricio Monteiro Cruz também participaram das negociações.
Dias era o diretor de Logística da pasta e foi exonerado no último dia 30, após ser acusado de tentar cobrar U$1 de propina por cada dose da vacina AstraZeneca adquirida pelo governo.
O vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apresentou um requerimento de convocação de Cruz à casa para depor. Contudo, o requerimento ainda não foi votado.