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Presidente do Senado afirma que 'superpedido' de impeachment 'não pode ser banalizado'

Aliado do presidente Bolsonaro, Pacheco disse que pedido precisa ser avaliado

relogio min de leitura | Redação 01 de julho de 2021 - 15:57
Rodrigo Pacheco afirma que momento é de "pacificação e diálogo"
Rodrigo Pacheco afirma que momento é de "pacificação e diálogo" -

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (Dem-MG), afirmou durante uma entrevista à rádio CBN que o 'superpedido' de impeachment do presidente Jair Bolsonaro apresentado nesta quarta-feira (30) por partidos e entidades "não pode ser banalizado".

Pacheco afirmou que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), precisa agir com responsabilidade e analisar o documento "à luz de muita técnica e de muita profundidade, inclusive, em respeito àqueles que protocolaram outros pedidos de impeachment". Nesta quarta-feira (30), partidos de oposição, entidades e personalidades pública apresentaram um grande pedido de impeachment listando diversos crimes supostamente cometidos pelo presidente da república.

Na opinião de Rodrigo Pacheco, o governo federal está passando por um "momento de dificuldade". Ele destacou, no entanto, que o problema não está sendo ocasionado apenas pelas recentes denúncias de corrupção em contratos de compra de vacinas contra a Covid-19, que estão sendo investigadas na CPI da Pandemia. "É um problema maior da Nação, o enfrentamento à pandemia e a forma como lidamos com ela", disse.

Pacheco listou que o Brasil teve erros e acertos no combate à pandemia, assim "como todos os países do mundo". Ele pontuou, como problemas, o atraso no cronograma de vacinação nacional, a dificuldade de acesso às vacinas, as diversas trocas de ministros da Saúde e a falta de alinhamento entre o governo federal com estados e município.

Mesmo reconhecendo os problemas do governo federal, Rodrigo Pacheco adotou um tom amenizador em sua entrevista e destacou que é preciso um momento de "pacificação e diálogo permanente". 

"Mantenho o diálogo permanente com o governo federal, com o próprio presidente da República, com o presidente da Câmara, com o presidente do Supremo, para encontrarmos, nesse momento que nós estamos vivendo, de crise de desbastamento das relações, uma forma de encontrar métodos de consenso para poder avançar projetos", disse.

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