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Após depoimento, Bolsonaro diz que Witzel 'é um cara de pau sem tamanho'

Presidente comentou depoimento do ex-governador do Rio

relogio min de leitura | Redação 18 de junho de 2021 - 14:40
Ex-governador foi aliado do presidente durante a campanha
Ex-governador foi aliado do presidente durante a campanha -

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) falou pela primeira vez sobre o depoimento prestado pelo ex-aliado e ex-governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), nesta sexta-feira (18). Bolsonaro afirmou que Witzel deu um "showzinho" na CPI da Covid na última quarta-feira (16), quando ele falou sobre as retaliações que sofreu do governo federal após mandar investigar "sem parcialidade" o caso envolvendo o assassinato da vereadora Marielle Franco. 

O ex-governador afirmou que existem indícios de intervenção no governo do Rio no caso Marielle. Witzel pediu aos líderes da CPI uma reunião secreta apenas com os membros da comissão para falar tudo que sabe sobre o assunto. 

"Ontem tivemos o ex-governador do Rio Wilson Witzel dando seu showzinho lá combinado com o relator Renan Calheiros, o presidente do colegiado Omar Aziz e aquele senador saltitante, atleta de salto em altura", disse Bolsonaro.

O "senador saltitante" é uma referência criada pelo presidente Bolsonaro ao vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O apelido pejorativo tem sido utilizado pelo presidente e seus filhos contra o parlamentar. 

"Olha que cara de pau desse Witzel. Foi denunciado ontem mesmo. Tornou-se réu ontem mesmo", comentou o presidente. "Falou que eu procurei ele para fazer campanha no Rio e que ele me ajudou nas eleições do Rio de Janeiro. É um cara de pau sem tamanho, pessoa que envergonha a magistratura", disse Bolsonaro.

Witzel prestou depoimento à CPI amparado por um Habeas Corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-governador finalizando seu depoimento antes do tempo previsto após ser atacado por senadores aliados do presidente Jair Bolsonaro, entre eles, o filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) e o senador Jorginho Mello (PL-SC).

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