Senado vota nesta quinta a MP que viabiliza a privatização da Eletrobrás

Governo espera arrecadar cerca R$ 60 bilhões

Escrito por Redação 17/06/2021 15:01, atualizado em 17/06/2021 15:49
Atualmente, cerca de 60% das ações da Eletrobrás pertencem a União
Atualmente, cerca de 60% das ações da Eletrobrás pertencem a União . Foto: Reprodução

Acontece nesta quinta-feira (17) a votação da Medida Provisória que viabiliza a privatização da Eletrobrás, a maior empresa de geração de energia elétrica do Brasil. A estatal consegue produzir o suficiente para atender mais de 30% do consumo anual no país. Com a privatização, o governo espera arrecadar cerca R$ 60 bilhões. 

Defensores da privatização aceleram a votação para que ela passe logo, considerando que a medida, editada pelo governo em fevereiro, perde a validade na próxima terça-feira (22), caso não receba o aval do Congresso. 

Um grande número de senadores se diz favorável à privatização, porém criticam a inclusão de trechos adicionais que inviabilizam o avanço da medida e que fogem do objetivo original da proposta.

Na manhã de hoje, o relator da MP, o senador Marcos Rogério (DEM-RO), apresentou uma nova versão do projeto, a pedido do governo federal, retirando a exigência de contratação de térmicas movidas a gás natural antes da privatização. O motivo seria que a obrigação de contratos prévios poderia inviabilizar a desestatização, uma vez que os leilões das térmicas ainda dependeriam de novos empreendimentos.

Caso a medida provisória seja aprovada conforme proposta pelo relator, o texto ainda deverá passar por nova votação na Câmara.

Hoje, cerca de 60% das ações da Eletrobrás pertencem a União, que controla a estatal. Com a capitalização, a partir da emissão de ações, deve reduzir a participação na empresa para 45%.

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