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Cai veto à Lei da Escola sem Mordaça

O deputado Carlos Minc falou sobre o caso

relogio min de leitura | Redação 24 de maio de 2021 - 09:18
Governador voltou atrás, tornando sem efeito decisão de revogar PL da Escola sem Mordaça, que ele mesmo havia sancionado um dia antes
Governador voltou atrás, tornando sem efeito decisão de revogar PL da Escola sem Mordaça, que ele mesmo havia sancionado um dia antes -

O Governador voltou atrás, tornando sem efeito decisão de revogar PL da Escola sem Mordaça, que ele mesmo havia sancionado um dia antes. Assim, continua de pé a Lei 9277/2021, dos deputados André Ceciliano (PT) e Carlos Minc (PSB), que garante liberdade de expressão e cátedra nas escolas.

O deputado Carlos Minc sobre o caso: 

“Essa é uma lei que garante a liberdade de expressão e liberdade de cátedra nas escolas. Nós fizemos essa lei para nos contrapormos à campanha bolsonarista da 'Escola sem Partido', que, na verdade, é a escola sem liberdade. E nós chamamos a nossa lei de 'Escola Sem Mordaça'.

“A campanha bolsonarista estimulava os estudantes a filmar seus professores e depois levar para pais ou algum parlamentar bolsonaristas, para mostrar que estavam falando de ditadura, de racismo, de LGBTI, de destruição da Amazônia.  E os pais diziam: "Não quero meus filhos doutrinados em sala de aula".

Alguns professores de escolas particulares foram demitidos por essa razão, e aí fizemos uma lei afirmando o princípio da liberdade de cátedra e da liberdade de expressão, do contraditório

“A lei tem artigo que faz referência à lei federal que veda propaganda partidária eleitoral nas escolas. Deixamos bem claro no texto legal que a questão não era propaganda partidária eleitoral, era liberdade de ensinar, a diversidade do ensino, dos livros. Isso não pode ser tolhido e censurado.

“O governador sancionou, depois houve uma pressão brutal dos deputados bolsonaristas, e vetou. Mas não podia. Depois que a lei é sancionada, deixa de ser um PL e vira lei. A Procuradoria-Geral do Estado falou pro governador que o veto não resistiria um dia na Justiça. E o governador acabou revogando a revogação da lei. Quer dizer, sancionou, “dessancionou” e anulou a “dessanção”. Então voltou a valer a Lei da Escola sem Mordaça!

“Confesso que nunca vi nada parecido na minha vida. Vingou a razão! Ele ouviu a razão, que não poderia fazer o que fez. A lei é absolutamente constitucional, dando liberdade para alunos e professores. Viva a diversidade e que cada aluno forme a sua própria opinião. Que bom que teve um final feliz, e que outros estados aprovem leis semelhantes, para que a tirania não prevaleça e que o totalitarismo não se crie em nossa juventude.”

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