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CPI da Covid: Pazuello diz que nunca foi desautorizado por Bolsonaro

O ex-ministro ainda reiterou que não houve direcionamentos divergentes do presidente no combate da pandemia

relogio min de leitura | Redação 19 de maio de 2021 - 13:43
Ex-ministro está depondo nesta quarta-feira (19) na CPI da Covid
Ex-ministro está depondo nesta quarta-feira (19) na CPI da Covid -

No seu relato na CPI da Covid, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello afirmou que o presidente Jair Bolsonaro nunca orientou a nada diferente no que diz respeito ao combate à pandemia. Pazuello ainda reiterou que os direcionamentos da Organização Mundial da Saúde (OMS) são limitadas, e quem define as medidas a serem implementadas no Brasil é o Ministério da Saúde. "Somos soberanos", disse ele nesta quarta-feira (19), para quem a organização "ia e vinha" em seus posicionamentos.

Pazuello ainda falou que não havia divergências entre ele e o chefe do Executivo. "As minhas posições não eram contrapostas pelo presidente, nunca foram contrapostas pelo presidente", disse respondendo aos questionamentos de Renan Calheiros (MDB-AL), relator da sessão. De acordo com o ex-ministro, Bolsonaro não desautorizou nenhuma medida ou orientou a fazer algo diferente do que a equipe da saúde já estava desenvolvendo.

"Para colocar uma pedra nesse assunto. Presidente falou para mim e vários ministros: assunto de saúde quem trata é o ministro Pazuello. Nenhuma vez fui chamado para ser orientado pelo presidente de forma diferente, por aconselhamentos externos, nunca, nenhuma vez", respondeu o general ao ser perguntando sobre um possível "aconselhamento paralelo" feito a Bolsonaro em assuntos da pandemia de Covid-19.

Pazuello também lembrou que é a favor das medidas de prevenção, como utilização de máscaras, higiene das mãos e distanciamento social. "Deveríamos fazer medidas de distanciamento sempre que possível", disse. "Não deixamos de nos pronunciar em todas as entrevistas, coletivas. Não podemos abrir não de medidas preventivas", afirmou, reiterando que as determinações eram incumbência dos Estados e Municípios.

Ele ainda completou falando que nunca existiu um isolamento para todo o país, com um formato uniforme, algo que ele admitiu discordar. Segundo o ex-ministro, no que diz respeito a todo o país, o ministério trabalhava no repasse de recursos e equipamentos.

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