Deputado diz que uso de máscara intensificou câncer de Bruno Covas
Giovani Cherini é vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara

O deputado bolsonarista Giovani Cherini (PL-RS) disse, durante uma reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na manhã desta segunda-feira (17), que o uso de máscara de proteção intensificou o câncer do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, que morreu no domingo (16).
“A nação brasileira está sofrendo de ansiedade e sabe por quê? Por causa do uso de máscara. Falaram tanto do nosso querido e saudoso Bruno Covas, que eu fui colega na Câmara, a máscara que ele usou durante toda a campanha pode ter prejudicado o câncer que ele teve”, disse o deputado.
O parlamentar, que é vice-líder do governo do presidente Jair Bolsonaro na Câmara, afirmou que sua fala é baseada na ciência.
“Porque as células precisam de respiração. Isso é ciência, respirar é ciência”, disse Giovani, que ainda pediu: “por favor, não vamos misturar alho com bugalho”, concluindo que "saúde é coisa séria, vamos discutir a coisa séria”.
Fala do deputado é falsa
A hipóxia é o nome técnico utilizado para uma queda preocupante do oxigênio em circulação. Ela é provocada por quadros de insuficiência respiratória, afogamentos, inalação de fumaça ou doenças cardiovasculares e pulmonares crônicas. Para que a máscara provocasse algo desse tipo, seria preciso usar um acessório hermeticamente fechado, de um material que impedisse de fato a passagem de ar, o que não é o caso do tecido.
Há ainda uma distinção entre "ventilação" e "respiração". O uso da máscara, de fato, impacta a ventilação, mas não afeta a respiração. Para que o impacto da ventilação prejudicasse a respiração seria necessário um bloqueio exacerbado e prolongado, que interrompesse de verdade a entrada de oxigênio nos pulmões, o que não acontece com o uso da máscara de proteção facial.