Bolsonaro alcança pior nível de aprovação desde a posse, segundo Datafolha
Confira os índices da pesquisa

A aprovação do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) chegou ao pior índice desde o começo do mandato, de acordo com levantamento realizado pelo Datafolha e publicado nesta quarta-feira (12).
Os que classificavam o mandato como ótimo ou bom diminuiu de 30% em março, na última pesquisa, para 24% neste levantamento.
Os números de quem considerava ruim ou péssimo tiveram uma leve subida, de 44% para 45%. O estudo foi feito entre terça-feira (11) e quarta-feira (12), com 2.071 participantes, em 146 cidades do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Segundo os dados do Datafolha, são 13 pontos percentuais perdidos por Bolsonaro desde o começo do mandato. Este índice aparece em um cenário conturbado com a CPI da Covid, que questiona a condução da pandemia no Brasil.
O índice de aprovação como ótimo ou bom de Bolsonaro é maior entre os homens (29%), do que entre as mulheres (21%). Entre os jovens, de 16 a 24 anos, somente 13% classificam como ótima ou boa a gestão. Os números sobem para 29% na faixa etária acima dos 60 anos.
No que diz respeito à escolaridade, entre os que estudaram mais há desaprovação ao chefe do Executivo. Nos brasileiros com ensino superior, a marca de ruim ou péssimo chega a 57%, enquanto quem possui apenas ensino fundamental o índice é de 40%.
O maior índice de rejeição está na população que ganha mais de dez salários mínimos ou mais. Ao todo, 63% entendem o mandato como ruim ou péssimo. Entre os mais pobres, com até dois salários, o número é de 45%. Na faixa de dois a cinco salários o índice é de 45%, e 47% no de cinco a dez.
Lula e outros candidatos
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 41% das intenções de voto para a eleição de 2022 contra 23% do presidente Jair Bolsonaro, de acordo com dados do Datafolha, publicados nesta quarta (12). Se chegassem ao segundo turno, o petista venceria por 55% a 32%.
O estudo indica que, até o momento, os candidatos centristas não terão apoio dos eleitores. Sérgio Moro aparece com 7%; Ciro Gomes (PDT) 6%; Luciano Huck (sem partido) 4%; e João Doria (PSDB) 3%. Com a margem de erro, todos estão praticamente no mesmo patamar.