Governo federal ignorou 11 propostas para compra de vacinas contra Covid-19

Situações serão incluídas em relatório da CPI do Senado

Escrito por Redação 27/04/2021 16:17, atualizado em 27/04/2021 17:08
Ministério da Saúde não respondeu às propostas para aquisição de vacinas
Ministério da Saúde não respondeu às propostas para aquisição de vacinas . Foto: Rogério Melo/PR

O Governo Federal recusou, ao todo, 11 propostas formais para compra de vacinas contra a Covid-19. O Ministério da Saúde não respondeu às ofertas feitas e ignorou todas as possibilidades para adquirir o imunizante e integrar o consórcio mundial para aquisição das doses. As informações o jornalista Octavio Guedes, do G1, o

O número leva em conta, segundo Guedes, os casos em que há comprovação documental de que houve omissão por parte do governo do presidente Jair Bolsonaro. O jornalista afirma que os registros já são de conhecimento dos senadores que irão compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as ações do governo durante a pandemia.

Das onze propostas recusadas, seis são da vacina Coronavac, produzida pelo governo chinês em parceria com o instituto Butantan, de São Paulo. Três ofícios foram enviados ao governo federal oferecendo o imunizante, assinados pelo diretor do Instituto, Dimas Covas. Os documentos foram registrados nos dias 30 de julho de 2020, 18 de agosto e 7 de outubro. A última proposta foi entregue pessoalmente por Dimas Covas ao ministro da saúde, Eduardo Pazuello.

Além da Coronavac, outra vacina que foi renegada pelo governo federal foi a do laboratório Pfizer. A primeira oferta do grupo foi feita em agosto de 2020, quando ofertaram ao Brasil 70 milhões de doses que seriam entregues até dezembro desse ano. Sem resposta na primeira tentativa, outras duas propostas foram feitas posteriormente, segundo a Pfizer, mas também não receberem retorno do Ministério da Saúde.

Além disso, outra recusa do governo federal que pode ser considerada pela CPI do Senado são relacionadas às duas vezes que o Planalto se recusou a participar do consórcio mundial de vacinas, Covax Facility. O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, comunicou que o país só aderiu à iniciativa no terceiro convite, aceitando a aquisição de 212 milhões de doses.

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