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Bolsonaro chama de 'idiota' jornalista que perguntou sobre foto com CPF cancelado

Presidente fez ataque durante visita à Bahia

relogio min de leitura | Redação 26 de abril de 2021 - 16:22
Questionado por jornalista, presidente a chamou de "idiota"
Questionado por jornalista, presidente a chamou de "idiota" -

O presidente Jair Bolsonaro fez mais um ataque a uma jornalista nesta segunda-feira (26), durante uma visita a Bahia, ao ser questionado sobre uma foto que tirou com um cartaz que simulava um cartão de CPF com a palavra "cancelado", que se refere a alguém morto.

O presidente chamou de "idiota" a repórter Driele Veiga, da TV Aratu, que questionou sobre as críticas recebidas por ele após ter posado com o cartaz que faz alusão a pessoas mortas num momento em que o país se aproxima das 400 mil vidas perdidas pelo coronavírus. Bolsonaro, então, atacou:

"Você não tem o que perguntar não? Deixa de ser idiota, menina!", disse Bolsonaro.

A jornalista acompanhava o evento de inauguração de um trecho de 22km de uma rodovia no estado. Durante a cerimônia, o presidente andou em carro com porta aberta, o que é proibido, e também não fez uso da máscara de proteção facial, além de provocar aglomeração.

Em nota, o  Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia lamentou o comportamento do presidente da República e defendeu a profissional. 

"O xingamento, na opinião do presidente da entidade, Moacy Neves, revela o traço imaturo e autoritário de Bolsonaro, que não consegue conviver com a crítica, com o contraditório, com a diferença e nem com a obrigação de conceder entrevistas e responder às perguntas dos jornalistas, principalmente se do outro lado estiver uma mulher", diz trecho da nota.

Segundo a Repórteres Sem Fronteiras, somente em 2020, o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos fizeram 469 ataques a profissionais da imprensa. Em março desse ano, o próprio presidente foi condenado pela justiça a indenizar em R$20 mil a jornalista da Folha de São Paulo, Patrícia Campos Mello, por danos morais. A ação foi movida depois que o presidente fez um ataque a ela, com cunho sexual, em fevereiro de 2020.

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