Bolsonaro corta verbas para o Meio Ambiente após promessa na Cúpula do Clima
Ibama e Instituto Chico Mendes serão afetados

O governo federal anunciou o corte de R$ 240 milhões do orçamento geral dedicado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA). No entanto, na Cúpula do Clima, o presidente Jair Bolsonaro prometeu dobrar os repasses públicos para áreas de fiscalização ambiental, em uma reunião com líderes de 40 países.
O Ibama e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) serão os dois órgãos mais afetados pelo veto. Ambos os programas são os mais importantes do país para manter a proteção do meio ambiente. No primeiro, o valor cortado chega a R$ 19,4 milhões, já no IMCBio, a perda será de 7 milhões. Questionado sobre a mudança, o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, não se posicionou. Na quinta-feira (22), em uma coletiva de imprensa realizada no Palácio do Planalto, reafirmou a fala do presidente, declarando que “Os recursos estão sendo estabelecidos agora, por ocasião da aprovação do Orçamento, junto ao Congresso Nacional”.
O recurso destinado à prevenção e controle de incêndios florestais nas áreas federais prioritárias, por exemplo, que em 2019 foi de R$ 49 milhões no Ibama, caiu para R$ 40 milhões em 2021 e previa R$ 37 milhões para este ano. Agora, sofre um corte adicional de R$ 6 milhões.