Vereador Dr. Jairinho e Monique Medeiros são presos pela morte de Henry Borel

O menino morreu no dia 08 de março

Escrito por Redação 08/04/2021 07:18, atualizado em 08/04/2021 08:10
O menino havia passado o fim de semana antes de sua morte com seu pai, o engenheiro Leniel Borel
O menino havia passado o fim de semana antes de sua morte com seu pai, o engenheiro Leniel Borel . Foto: Reprodução/Internet

O vereador Dr. Jairinho (Solidariedade) e sua namorada Monique Medeiros foram presos por agentes da Polícia Civil nesta quinta-feira (08). Os dois são indiciados pela morte de Henry Borel, de 4 anos, que foi encontrado morto no apartamento no dia 08 de março, onde morava o casal na Barra da Tijuca. Segundo informações, o casal contou que ouviu um barulho durante a madrugada e depois já encontraram o menino desmaiado, ou seja, a criança teria sofrido um acidente. Henry foi encaminhado para um hospital, mas já chegou na unidade de saúde sem vida. A versão difere, no entanto, do que é apresentado no laudo da necropisia da criança que diz que a causa da morte foi “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente [violenta]".  

A prisão de Jairinho e Monique tem validade, inicialmente, de 30 dias e foi feita pela Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) do Rio de Janeiro, por meio da 16ª DP (Barra da Tijuca), que investiga o caso. Desde a morte de Henry, os policiais vem ouvindo testemunhas e reunindo provas para entender o que aconteceu para que uma criança de 4 anos chegasse ao hospital desacordado e morresse. Os celulares do casal também vem sendo investigados, mas a polícia tem usado um novo software para recuperar mensagens dos dois que os agentes acreditam terem sido apagadas. Vale lembrar que Monique é mãe do menino e, por isso, Jarinho, com que ela namora desde 2020, era o padrasto da criança.

Jairinho e a mãe de Henry são acusados também de tentar interferir nas investigações e ameaçar testemunhas. Os dois mandados de prisão expedidos contra eles são do 2º Tribunal do Júri da Capital.

Dentre as testemunhas da polícia, estão algumas ex-namoradas de Jairinho e uma delas, inclusive, afirma que o vereador agredia a filha dela que, na época, tinha 4 anos. Hoje, com 13 anos, a menina foi ouvida também. 

Após as investigações, os agentes acreditam que Jairinho já agredia Henry há algum tempo e a mãe da criança, Monique, sabia disso e, mesmo assim, não ia contra.

É importante ressaltar que a polícia começou a desconfiar do caso após o laudo da necroposia feito por um perito do Instituto Médico-Legal (IML), que constatava que Henry tinha muitos hematomas pelo corpo, além de trauma pulmonar e hemorragia em algumas partes da cabeça e do abdômen. Além disso, segundo a reconstituição do crime, mesmo que o menino tivesse caído da cama, por exemplo, ou de algum outro local no apartamento, os machucados não seriam os mesmos do laudo, o que descartou a possibilidade de acidente.

Até o momento, o casal não se pronunciou após sua prisão. Anteriormente, durante as investigações, eles negaram qualquer envolvimento com a morte da criança de quatro anos. Na última quarta-feira (07), eles prestaram depoimento do caso e continuaram negando envolvimento.

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