Ernesto Araújo pede demissão do Ministério das Relações Exteriores
Parlamentares fizeram pressão na última semana para que ele deixasse o cargo

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, pediu demissão do cargo nesta segunda-feira (29). Segundo o jornal O Globo, o ministro apresentou o pedido para o presidente Jair Bolsonaro e avisou da decisão a seus assessores próximos.
O pedido de demissão acontece após a pressão de parlamentares para que Ernesto deixasse o cargo. Entre os que pressionaram pela saída estão, inclusive, os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).
A situação do ministro estava ficando cada vez mais comprometida, diante de sua atuação na pasta. O Congresso avalia que Ernesto isolou o Brasil no cenário internacional e também prejudicou a obtenção de doses de vacina contra a Covid-19. A atuação do ministro ficou marcada por atritos e discussões com importantes parceiros comerciais do Brasil, como a China, que é o principal destino das exportações brasileiras, e o maior produtor de insumos de vacinas em todo o mundo.
Na última semana, o presidente da Câmara, Arthur Lira, cobrou uma atuação mais forte para buscar mais vacinas. A cobrança foi feita em uma reunião no Palácio da Alvorada, junto com Jair Bolsonaro, outros chefes de poderes e ministros.
Depois, no mesmo dia, senadores disseram a Ernesto que seria melhor ele deixar o cargo.
Já na quinta-feira (25), Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, disse que 'Ernesto Araújo não tem ambiente' para negociar ajuda internacional ao Brasil para acelerar a chegada de mais vacinas.
Ernesto Araújo assumiu o comando do Ministério de Relações Exteriores durante a transição do governo, em novembro de 2018, assumindo a pasta junto com o início do mandato do presidente.
A trajetória de Ernesto ficou marcada por confusões com parceiros comerciais do Brasil, e declarações polêmicas com falas sobre comunismo e também ao dizer que o fascismo e o nazismo eram movimentos de esquerda.