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Governadores de 16 estados pedem auxílio de R$600 ao Congresso

Gestores enviaram uma carta em que reforçam essa necessidade devido à atual situação do país

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 25 de março de 2021 - 13:00
"É importante entender o esforço de mitigação da crise atual para os mais vulneráveis como extraordinário e temporário", escreveram os governadores na carta
"É importante entender o esforço de mitigação da crise atual para os mais vulneráveis como extraordinário e temporário", escreveram os governadores na carta -

Governadores de 16 estados encaminharam uma carta aos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) em que pedem ao Congresso que disponibilize recursos superiores aos estabelecidos pelo governo federal em medida provisória, sobre a nova rodada do auxílio emergencial.

No ofício, os gestores defendem critérios de acesso determinados nos oito desembolsos feitos em 2020 e que a quantia mensal seja de R$ 600. Os valores acertados pelo governo federal são de R$ 175, R$ 250 e R$ 375. 

Os governadores que assinaram a carta reforçam a situação do Brasil: novos recordes de mortes diárias pela covid-19, lotação de leitos hospitalares, ameaça de falta de medicamentos para intubações de pacientes graves e esgotamento dos profissionais da saúde.

Eles também recordam que o calendário de vacinação e a obtenção de novas doses de vacinas contra o vírus estão mais lentos do que as respostas necessárias para reverter o cenário atual.

"Agir contra esse cenário requer medidas sanitárias e garantia de uma renda emergencial. Somente com essas medidas seremos capazes de evitar o avanço da morte", diz a carta. "Por isso, entendemos que a redução dos valores do auxílio emergencial é inadequada para a eficácia da proteção da população. Enquanto a vacinação não acontecer em massa, precisamos garantir renda para a população mais vulnerável", continua.

Foi apontada, ainda, a importância do Brasil garantir o compromisso com a responsabilidade fiscal para, "logo à frente", retornar a uma trajetória de ajuste das contas públicas que tornem compatíveis programas sociais com fmaneiras responsáveis de financiá-los.

"É importante entender o esforço de mitigação da crise atual para os mais vulneráveis como extraordinário e temporário", escrevem os governadores.

A carta é assinada por Renan Filho (MDB), de Alagoas; Waldez Góes (PDT), do Amapá; Rui Costa (PT), da Bahia; Camilo Santana (PT), do Ceará; Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo; Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão; Reinaldo Azambuja (PSDB), de Mato Grosso do Sul; Helder Barbalho (MDB), do Pará; João Azevêdo (Cidadania), da Paraíba; Ratinho Júnior (PSD), do Paraná; Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco; Wellington Dias (PT), do Piauí; Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Norte; Eduardo Leite (PSDB), do Rio Grande do Sul; João Doria (PSDB), de São Paulo; e Belivaldo Chagas (PSD), de Sergipe.

Por ora, não assinaram os seguintes governadores: Gladson Cameli (PSDB), do Acre; Wilson Lima (PSC), do Amazonas; Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal; Ronaldo Caiado (DEM), de Goiás; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Mauro Mendes (DEM), de Mato Grosso; Cláudio Castro (PSC), do Rio de Janeiro; Coronel Marcos Rocha (PSL), de Rondônia; Antonio Denarium (PSL), de Roraima; Carlos Moisés (PSL), de Santa Catarina; e Mauro Carlesse (DEM), de Tocantins.

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