Levantamento aponta picos de pedidos por impeachment de Bolsonaro
Os termos 'impeachment' e 'Bolsonaro' foram identificados juntos em 2,3 milhões de postagens no Twitter, no período de um ano

Um levantamento inédito foi feito no Twitter pela organização social sem fins lucrativos Avaaz, que apontou uma conexão entre as falas negacionistas e controversas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e picos nos pedidos de impeachment na rede social.
Desde o ano passado até o começo deste mês, foram 74 pedidos pelo afastamento de Bolsonaro enviados à Câmara dos Deputados, número que disparou nesse período. Na web, a tendência é a mesma. As palavras "Bolsonaro" e "impeachment", ou tags que pedem a sua saída, foram coletadas pelos pesquisadores em 2,3 milhões de postagens entre fevereiro de 2020 e janeiro de 2021.
O maior pico de pedidos identificados ocorreu no período em que houve a crise de falta de oxigênio nos hospitais de Manaus, em janeiro deste ano. Um dia após a situação ser reportada, em 15 de janeiro, foram registrados mais de 98 mil tuítes contra o presidente, atingindo a frequência de uma mensagem a cada cinco segundos.
O segundo maior pico com pedidos pelo afastamento de Bolsonaro ocorreu em 25 de março de 2020. Um total de 82,4 mil mensagens contabilizadas pedem o impeachment após o pronunciamento oficial em que o chefe do Executivo classificou a Covid-19 como uma "gripezinha".