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Pesquisa indica reprovação recorde de 54% do governo Bolsonaro em ações na pandemia

44% classificam a atuação geral do presidente como ruim ou péssima

relogio min de leitura | Redação 17 de março de 2021 - 12:40
Pesquisa do DataFolha indica aumento de rejeição do governo Bolsonaro
Pesquisa do DataFolha indica aumento de rejeição do governo Bolsonaro -

Na noite desta terça-feira (16), o DataFolha, do jornal "Folha de São Paulo", divulgou um novo levantamento sobre a atuação do presidente Jair Bolsonaro nas questões da crise sanitária atual. A pesquisa indica que a omissão de Bolsonaro em medidas de contenção já é sentida pela população: 54% dos entrevistados afirmam que a atuação do governo na pandemia é ruim ou péssima, uma reprovação recorde até aqui.

Em relação à gestão da pandemia, a reprovação de Bolsonaro subiu seis pontos percentuais nestes dois meses, de 48% para 54%. Enquanto isso, 24% e 22% classificam como regular e boa/ótima a gestão, respectivamente. No último levantamento, também de forma respectiva, esses números eram de 25% e 26%.

Sobre a atuação geral do presidente, a reprovação também sofreu uma alta: de 40% para 44%, aumentando 4 pontos percentuais desde a última pesquisa do instituto, em janeiro. Por outro lado, 24% avaliam como regular a atuação geral do governo e 30% como bom/ótimo. Os números da última pesquisa eram de 26% e 31%, respectivamente.

A reprovação geral de Bolsonaro não atingia um patamar tão elevado desde junho do ano passado. Em dezembro, 32% avaliavam o governo como ruim ou péssimo e a rejeição do presidente voltou a crescer em janeiro.

O grupo das pessoas com ensino superior é onde a rejeição do presidente se encontra mais alta, com 65% de reprovação. Os empresários são os que mais aprovam o governo: 38%.

43% dos entrevistados pensam que Bolsonaro é o principal culpado pela atual situação do país em meio à crise da pandemia do coronavírus; 17% vêem os governadores como culpados, enquanto 9% culpam os prefeitos.

A consulta foi realizada nos dias 15 e 16 de março, por telefone, com 2.023 pessoas. A margem de erro para os números divulgados é de dois pontos para mais ou para menos.

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