Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 5,0748 | Euro R$ 5,8452
Search

Novo ministro da Saúde, Queiroga afirma que lockdown não pode ser política de governo

O cardiologista Marcelo Queiroga foi anunciado como novo ministro da pasta nesta segunda-feira (15)

relogio min de leitura | Redação 16 de março de 2021 - 13:04
Marcelo Queiroga, o novo ministro da Saúde
Marcelo Queiroga, o novo ministro da Saúde -

Na noite desta segunda-feira (15), o novo ministro da Saúde, o cardiologista Marcelo Queiroga concedeu uma entrevista ao canal CNN e falou sobre a questão do lockdown, em meio à uma situação caótica da pandemia da covid-19 no Brasil, e disse que esse nível de isolamento "não pode ser política de governo".

“Esse termo de lockdown decorre de situações extremas. São situações extremas em que se aplica. Não pode ser política de governo fazer lockdown. Tem outros aspectos da economia para serem olhados”, afirmou o ministro, anunciado como comandante da pasta nesta segunda-feira (15).

De acordo com Queiroga, mesmo com o panorama atual da pandemia, é preciso ter cautela em relação às questões econômicas.

"É preciso assegurar que a atividade econômica continue, porque a gente precisa gerar emprego e renda. Quanto mais eficiente forem as políticas sanitárias, mais rápido vai haver uma retomada da economia”, disse.

O ministro defendeu ainda a autonomia dos médicos para prescrever medicamentos a pacientes contaminados pelo vírus. Ele também comentou sobre a questão do "tratamento precoce".

“É algo que precisa ser analisado para que a gente consiga chegar a um ponto comum que permita contextualizar essa questão no âmbito da evidência científica e da ciência”, ponderou. “Isso é uma questão médica. O que é tratamento precoce? No caso da Covid-19, a gente não tem um tratamento específico. Existem determinadas medicações que são usadas, cuja evidência científica não está comprovada, mas, mesmo assim, médicos têm autonomia para prescrever”, acrescentou.

O cardiologista disse também que as vacinas adquiridas por Eduardo Pazuello devem assegurar um programa de vacinação “amplo” O novo ministro ressaltou que conversou com o presidente Jair Bolsonaro, que pediu à Queiroga mais clareza sobre as questões operacionais.

“O presidente quer que questões operacionais sejam colocadas de maneira clara, de tal sorte que o conceito de que o Brasil sabe vacinar se repita, e a gente consiga vacinar a população, que é a maneira mais eficiente de prevenir a doença”, comunicou.

Para obter maior sucesso no combate ao vírus, Queiroga salientou a necessidade de criar uma "grande união nacional", ao ampliar o diálogo com estados, municípios e diversos atores da sociedade para vencer o novo coronavírus.

Marcelo Queiroga é presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Ele é o quarto ministro da Saúde desde o começo da pandemia, há pouco mais de um ano. Queiroga chega ao cargo após as passagens de Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello.

Matérias Relacionadas