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Bolsonaro e o filho, Carlos, participaram de esquema de 'rachadinha', afirma portal

Reportagem revela que quatro funcionários do gabinete de Bolsonaro retiraram 72% de seus salários em dinheiro vivo

relogio min de leitura | Redação 15 de março de 2021 - 15:20
Reportagem diz que Jair Bolsonaro e Carlos Bolsonaro participaram do esquema de 'rachadinha' ligado à Flávio Bolsonaro
Reportagem diz que Jair Bolsonaro e Carlos Bolsonaro participaram do esquema de 'rachadinha' ligado à Flávio Bolsonaro -

De acordo com denúncias feitas nas reportagens do portal UOL, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o filho, Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) são acusados de participar de esquema de 'rachadinha', que ficou conhecido por ter sido realizado pelo senador Flávio Bolsonaro, enquanto ele era vereador da cidade do Rio de Janeiro.

O portal afirma que a ex-cunhada de Bolsonaro, Andrea Siqueira Valle, irmã da segunda esposa do presidente, esteve empregada no gabinete do então deputado federal, em Brasília, por oito anos, entre 1998 e 2006. Morando em Resende, município do interior do Rio, e um ano e dois meses depois de ser demitida do cargo. Andrea tinha um total de R$ 54 mil na conta. O dinheiro foi inteiramente sacado pela irmã e então esposa de Bolsonaro, Ana Cristina.

Outro situação divulgada mostra que funcionários do gabinete de Bolsonaro retiraram 72% de seus salários em dinheiro vivo, que dava um total de R$ 551 mil. O valor era entregue à pessoas que operavam o esquema da rachadinha, sendo Fabrício Queiroz o principal operador.

A reportagem do UOL revelou transações de quatro funcionários de Bolsonaro: o assessor Fernando Nascimento, o militar reformado Nelson Rabello, o secretário parlamentar Daniel Medeiros e o sargento reformado do Exército Jaci dos Santos. Cada um deles sacou uma porcentagem do salário em dinheiro vivo.

Fernando Nascimento trabalhou no gabinete do atual presidente entre 2009 e 2014. Nesse período, Fernando recebeu R$ 164 mil da Câmara dos Deputados e sacou pelo menos R$ 126 mil, sendo 77% do salário. Em alguns meses, Nascimento sacou 100% da remuneração.

Nelson Rabello teria sacado 70% de seus rendimentos dos R$ 192 mil recebidos, um total de R$ 134 mil. Durante a campanha de Bolsonaro em 2018, o volume de saques chegou em 88%. Daniel Medeiros, entre 2014 e 2017, sacou 72% do salário que recebia em Brasília, enquanto fazia bicos como segurança.

Jaci dos Santos sacou 45% dos salários recebidos na Câmara por oito meses, entre dezembro de 2011 e julho de 2012.

O suposto esquema de 'rachadinha' também teria ocorrido com ao menos quatro funcionários no gabinete de Carlos Bolsonaro na Câmara do Rio. Juntos, eles sacaram 87% das remunerações, sendo um total de R$ 570 mil.

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