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Bolsonaro volta atrás e sugere que pode tomar vacina contra o coronavírus

'Lá na frente, lá na frente, depois que todo mundo tomar...', disse o presidente

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 06 de março de 2021 - 12:05
O presidente Jair Bolsonaro muda o tom sobre a possibilidade de se imunizar
O presidente Jair Bolsonaro muda o tom sobre a possibilidade de se imunizar -

Na noite desta sexta-feira (05), o presidente Jair Bolsonaro esteve em mais uma de suas conversas com os apoiadores em Brasília. Bolsonaro assumiu que pode tomar a vacina contra a Covid-19 um dia, apesar de ter mantido um discurso antivacina durante a pandemia.

"Eu já tive o vírus vivo, então estou imunizado. Deixa outro tomar a vacina no meu lugar. Lá na frente, lá na frente, depois que todo mundo tomar... Se eu resolver tomar, porque no que depender de mim é voluntário, eu tomarei", disse o presidente, em gravação compartilhada por um canal bolsonarista no YouTube. 

Em dezembro do ano passado, Bolsonaro afirmou que não iria se imunizar contra o vírus. Na época, ele classificou como "idiota" quem o via como mau exemplo por não querer tomar vacina.

"Alguns falam que eu tô dando um péssimo exemplo. Ou é imbecil (palmas) ou o idiota que tá dizendo que eu dou péssimo exemplo, eu já tive o vírus. Eu já tenho anticorpos. Pra que tomar vacina de novo?", questionou. Vale ressaltar que ainda não há evidências científicas que comprovem a imunidade adquirida após a infecção do vírus.

Ainda nessa ocasião, o chefe do Executivo também falou que não poderia obrigar a população brasileira a se vacinar.

"Ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina. (...) Se o cara não quiser ser tratado que não seja. Não quero fazer quimioterapia e vou morrer, problema é meu. Nós estamos mexendo com vidas. Cadê nossa liberdade? Aqui é democracia. Não é Venezuela, não é Cuba", disse.

Também em dezembro de 2020, Bolsonaro comentou sobre possíveis efeitos colaterais que os imunizantes poderiam gerar. Ao tomar como exemplo a vacina da Pfizer/BioNtec, o presidente disse que não garantia de que ela não poderia transformar o imunizado em "um jacaré".

"Lá no contrato da Pfizer, está bem claro: nós (a Pfizer) não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral. Se você virar um jacaré, é problema seu", afirmou Bolsonaro, que menosprezou em várias ocasiões as vacinas e a gravidade da pandemia.

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