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CGU pune professores universitários por críticas a Bolsonaro em live

Os professores são da Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 04 de março de 2021 - 09:30
CGU puniu professores da UFPel por criticarem Bolsonaro
CGU puniu professores da UFPel por criticarem Bolsonaro -

De acordo com informações da agência Reuters, a Controladoria-Geral da União (CGU) puniu dois professores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) com uma advertência oficial devido à críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O Diário Oficial publicou a punição nesta terça-feira (02), mas o assunto foi repercutido nas redes sociais no dia de ontem (03).

A publicação do Diário Oficial não trouxe maiores detalhes sobre as punições do professor Eraldo dos Santos Pinheiro, pro-reitor da instituição, e do ex-reitor e coordenador da pesquisa nacional EpiCovid, Pedro Hallal. Segundo  No Diário, é apenas indicado que os professores foram punidos por "proferir manifestação desrespeitosa e de desapreço direcionada ao Presidente da República" e que teria sido realizado "durante transmissão ao vivo de Live nos canais oficiais do Youtube e do Facebook da Instituição", no começo do ano.

Segundo a CGU, a transmissão nas redes sociais da instituição "se configura como 'local de trabalho' por ser um meio digital de comunicação online disponibilizado pela Universidade".

O ato dos professores ocorreu no dia 07 de janeiro, em meio à uma transmissão ao vivo feita para encerrar o mandato de Hallal à frente da UFPel. Assim como aconteceu em outras universidades federais, Bolsonaro escolheu o docente com maior votação pela comunidade universitária.

Durante a transmissão, Hallal alegou que Bolsonaro tentou "dar um golpe na UFPel", que o presidente era um "defensor de torturador" e o "único chefe de Estado do mundo que não defende a vacinação" contra a Covid-19.

"Nós nunca nos curvamos ao presidente da República e não nos curvaremos mais uma vez", afirmou.

Eraldo Pinheiro, por sua vez, chamou o presidente de "sujeito machista, homofóbico, genocida, que exalta torturadores e milicianos".

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