Governo cede à pressão do Congresso e auxílio deve ser prorrogado

O valor do benefício é de R$200,00

Escrito por Redação 08/02/2021 15:53, atualizado em 08/02/2021 16:49
Imagem do aplicativo do auxílio emergencial.
Imagem do aplicativo do auxílio emergencial. . Foto: Divulgação/Governo Federal

O ministério da Economia, comandado pelo ministro Paulo Guedes, debate com o Congresso a extensão do auxílio emergencial, benefício recebido pelos brasileiros por conta da pandemia da Covid-19. A intenção da equipe econômica é trabalhar com uma quantia de R$200,00, valor abaixo dos R$300,00 proposto pelos parlamentares, mas considerado possível pelo Governo Federal.

Uma das proposta de Guedes, para limitar o recebimento por parte do público, é que tenha acesso ao beneficio apenas os cidadãos incluídos no Bolsa Família ou os que aguardam a inclusão no programa de assistência do Governo.

O objetivo da equipe do ministro é chegar até os considerados “invisíveis”, cidadãos que permanecem sentindo fortemente os efeitos da pandemia. Segundo Guedes, 20 milhões de brasileiros estão sendo auxiliados pelo Bolsa Família e que essa nova etapa do auxílio emergencial ficará resumido à metade dos 64 milhões de cidadãos que terminaram 2020 com o benefício.

Guedes sustenta a retórica que o auxílio deve ser distribuído com acionamento do estado de calamidade pública. Dessa forma, os valores da prorrogação do benefício ficariam fora do teto de gastos, possibilitando que as despesas cresçam acima da inflação.

O presidente Jair Bolsonaro se posiciona contrário à continuação do auxílio emergencial, mas apoiadores e opositores ao Governo classificam como indispensável a prorrogação do benefício. A pressão aumentou após as eleições no Congresso.  

Com a presença de Arthur Lira (Progressistas-AL), presidente da Câmara, e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado, iniciou-se os debates para possibilitar a continuação do benefício. Encontro ocorreu na última quinta-feira e deve se desenrolar pelas próximas semanas.

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