Força-tarefa da Lava Jato em Curitiba deixa de existir após 7 anos

Justificativa é de "um arranjo institucional no combate à corrupção"

Escrito por Redação 03/02/2021 16:00, atualizado em 03/02/2021 16:55
Justificativa é de "um arranjo institucional no combate à corrupção"
Justificativa é de "um arranjo institucional no combate à corrupção" . Foto: Divulgação

A força-tarefa da Operação Lava Jato vai "deixar de existir". É o que informou o Ministério Público Federal (MPF) do Paraná hoje (3), por meio de nota. A força-tarefa passou a atuar com uma nova estrutura desde o dia primeiro de fevereiro. Nesse novo modelo, a responsabilidade por tocar a operação foi transferida para o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do estado, criado no ano passado.

As mudanças já estavam previstas em uma portaria publicada em dezembro pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e fazem parte de um rearranjo institucional no combate à corrupção promovido pelo atual procurador-geral da República, Augusto Aras, um defensor dos Gaecos.

Dos 14 procuradores da República que atuavam na força-tarefa da Lava Jato, quatro passam a integrar o Gaeco do Paraná, com mandato até agosto de 2022. Os outros dez membros da força-tarefa continuam a atuar na operação até 1º de outubro, porém sem dedicação exclusiva e a partir de suas lotações de origem.

Com a mudança, o Gaeco do Paraná passa a contar com nove procuradores no total, dos quais cinco se dedicarão exclusivamente à Lava Jato, sendo os responsáveis diretos por dar continuidade aos trabalhos da operação.

No período em que existiu, de acordo com o MPF, a força-tarefa cumpriu 79 fases da operação Lava Jato, com 1.450 mandados de busca e apreensão, 211 conduções coercitivas, 132 mandados de prisão preventiva e 163 de temporária. Além disso, durante as fases, foram colhidos materiais e provas que embasaram 130 denúncias contra 533 acusados, gerando 278 condenações.

Em relação aos valores recuperados, conforme os dados da força-tarefa, mais de R$ 4,3 bilhões já foram devolvidos por meio de 209 acordos de colaboração e 17 acordos de leniência, nos quais se ajustou a devolução de quase R$ 15 bilhões. Do valor total recuperado, R$ 3 bilhões foram destinados à Petrobras, R$ 416,5 milhões aos cofres da União e R$ 59 milhões foram transferidos para a 11ª Vara da Seção Judiciária de Goiás.

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