Bolsonaro pede 'calma' e diz que não está atrasando vacinação no país

Afirmações do presidente foram feitas em live no Facebook

Escrito por Redação 15/01/2021 16:48, atualizado em 15/01/2021 17:44
Afirmações do presidente foram feitas em live no Facebook
Afirmações do presidente foram feitas em live no Facebook . Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Presidente Jair Bolsonaro afirmou, durante live realizada na noite desta quarta-feira, 14, junto com o Ministro da Saúde, General Eduardo Pazuello, que o governo e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não estão atrasando a vacinação contra Covid-19 no país. Na live, o presidente também pediu "calma" em relação ao início da imunização.

"Alguns reclamam que o Brasil está atrasado, o governo está atrasando, o governo não tomou providência para a vacinação: calma", afirmou Bolsonaro. 

O presidente também aproveitou para rebater críticas feitas ao seu governo, chamado de"genocida" por conta da demora do início da imunização. Bolsonaro disse que o Brasil não é uma “republiqueta”, onde se pode fazer “negociatas” para aquisições dos imunizantes. “Não é assim que funciona”, afirmou.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que esteve na live ao lado do presidente, apontou ainda que o país segue a “cronologia correta” e que, até o fim do mês, o país poderá ultrapassar os EUA e ser a nação que mais vacinou no mundo.

"Hoje, claro que os EUA é o mais forte. A última vez que eu vi o quadro, estava entre seis e sete milhões de pessoas vacinadas. Somando todas as vacinas do mundo, China, Estados Unidos e todos os países, é a cidade de São Paulo. No mundo. O que é que a gente precisa compreender? Há uma estratégia do governo federal com o SUS, que já foi desenhada a seis meses atrás. Nós estamos na cronologia correta dessa estratégia e nós vamos, em janeiro, iniciar essa vacinação", destacou.

A expectativa do governo é que no próximo domingo, 17, a Anvisa conclua a análise de pedidos de registro da vacina. No entanto, o presidente afirmou que não pressionará o órgão caso a análise demore mais do que isso. A Anvisa analisa a certificação das vacinas produzidas pelo Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac e do imunizante da AstraZeneca/Oxford, distribuído pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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