Plenário mantém a terceirização das atividades-fim nas empresas

Sindicalistas protestam contra a terceirização em Brasília
Foto: Wilson Dias/ Agência BrasilA Câmara Federal aprovou, ontem, por 230 votos a favor e 203 contra, emenda aglutinativa alterando alguns pontos do projeto que regulamenta a terceirização. A emenda manteve no texto-base a possibilidade de terceirizar a atividade-fim. Ela também reduziu de 24 meses para 12 meses a chamada quarentena, período que o ex-empregado de uma empresa deve cumprir a fim de poder prestar serviços à mesma empresa por uma contratada de terceirização. Houve protestos de entidades da sociedade civil e sindicatos no Ministério da Fazenda.
A emenda estabelece ainda que, nos contratos em que não estão definidos a retenção na fonte de alíquota de 11 % da fatura para os serviços de limpeza ou segurança, ou as alíquotas relativas à desoneração da folha de pagamentos, a empresa contratante terá que reter o equivalente a 20% da folha de pagamento dos salários da terceirizada, descontando da fatura a ser paga.
A emenda aglutinativa apresentada pelo relator do projeto, deputado Arthur Oliveira Maia (SDD-BA), retira a necessidade de se observar os acordos e convenções coletivas de trabalho. Maia manteve no texto o dispositivo que prevê a filiação dos terceirizados ao mesmo sindicato da empresa contratante se ambas (contratada e contratante) pertencerem à mesma categoria econômica.
Até o fechamento da edição, os deputados analisavem a extensão das medidas ao setor público.