Contaminação ideológica
Para romper bloqueios políticos, Eduardo Cunha, diz que terceirização será votada 4ª

Cunha e Jaques Wagner durante a cerimônia alusiva ao Dia do Exército, em Brasília
Foto: Antonio Cruz/ Agência BrasilO presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse ontem que “um debate de cunho ideológico” está contaminando a discussão do projeto de lei que regulamenta a terceirização dos serviços. A expectativa dele é que a votação da matéria será concluída na próxima quarta-feira.
Nesta quarta-feira, a votação das emendas e destaques ao projeto foi suspensa e adiada para a semana que vem. O adiamento ocorreu para evitar obstruções durante a votação de propostas que não têm acordo entre os partidos.
“Na quarta-feira que vem, vai ser votado sem dúvida nenhuma. É um projeto que está sendo debatido há 11 anos. Tem um debate de cunho ideológico que, de certa forma, contamina o processo. Isso é natural”, disse Cunha após receber a Comenda da Ordem do Mérito Militar, em cerimônia no Quartel-General do Exército, em Brasília.
Segundo o parlamentar, os impasses com o governo sobre as questões ligadas à arrecadação “estão mais ou menos acertados” e há ambiente para finalizar a votação do projeto na próxima semana. Perguntado se há consenso sobre a proposta para garantir a aprovação, Eduardo Cunha disse que não é necessária a concordância absoluta na votação.
“Se a gente puder ter consenso, ótimo. Mas o voto resolve o dissenso. Não dá para achar que todas as matérias que vão ser votadas na Casa tenham que ser votadas por consenso. Se fosse assim não precisava ter o Parlamento. A gente tem que buscar combinar na medida do possível, e o voto resolve”, destacou o presidente da Câmara.
Ontem, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha e o ministro da Defesa, Jaques Wagner, participaram da cerimônia alusiva ao Dia do Exército (19 de abril) no Setor Militar Urbano
Novo ministro - Cunha também comentou a indicação do ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para assumir o comando do Ministério do Turismo, a partir de ontem.
“É um orgulho para qualquer governo ter o Henrique como ministro”, disse.