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É pau, é pedra, é o fim da sessão

Após confronto entre manifestantes e PMs, Câmara adia votação de projeto de terceirização

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 08 de abril de 2015 - 17:46

Centrais sindicais e partidos políticos promoveram a manifestação ontem em Brasília

Foto: Layer Tomaz/ Câmara dos Deputados

Manifestantes e policiais militares entraram em confronto, ontem, em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, e chegaram a invadir corredores do Parlamento, em protesto contra a votação do Projeto de Lei 4330/2004, que amplia a terceirização em empresas e órgãos públicos. Após o protesto, a Câmara de Deputados adiou para hoje a votação do PL.

A Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) estimou que cerca de 2 mil pessoas participaram do ato e que 200 policiais fizeram a segurança em frente ao Congresso. Um homem foi preso pela Polícia Legislativa. A organização do movimento estima em 2,6 mil o número de manifestantes.

Segundo a Câmara, oito pessoas ficaram feridas: três manifestantes, dois deputados, dois policiais e um visitante.

Manifestante ferido terminou socorrido no Congresso
Manifestante ferido terminou socorrido no Congresso (Foto: Zeca Ribeiro/ Câmara)

O deputado Vicentinho (PT-SP) foi retirado da manifestação e levado para a Câmara com os olhos lacrimejando em função do spray de pimenta lançado pelos policiais. Um manifestante foi ferido na cabeça e atendido no posto médico do Congresso. Segundo a PM, quatro policiais ficaram feridos.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmou que tem imagens de parlamentares incitando a população contra a polícia.

“Parlamentares que incitaram a população a invadir ou agredir foram devidamente fotografados e filmados. Haverá sanções”, disse.

Além da Central Única dos Trabalhadores (CUT), estavam presentes representantes de entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE), da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), do Sindsep-DF, da Frente Nacional de Lutas e partidos políticos.

A CUT é contra o projeto argumentando que ele retira direitos da classe trabalhadora e dá aos setores patronais segurança jurídica para manter e ampliar a precarização das relações e condições de trabalho. O PL estende a liberação das terceirizações das atividade-meio para as atividades-fim das empresas. Os protestos ocorreram em 17 cidades do país.

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