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EUA passa a classificar CV e PCC como organizações terroristas

Medida foi anunciada nesta quinta-feira (28) e entra em vigor no próximo dia 5 de junho

relogio min de leitura | Escrito por Redação 28 de maio de 2026 - 20:15
Assinado pelo secretário Marco Rubio, o comunicado diz ainda que os EUA pretendem classificar as duas facções como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir de 5 de junho
Assinado pelo secretário Marco Rubio, o comunicado diz ainda que os EUA pretendem classificar as duas facções como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir de 5 de junho -

O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou nesta quinta-feira, 28, que incluiu o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de “Terroristas Globais Especialmente Designados”.

Assinado pelo secretário Marco Rubio, o comunicado diz ainda que os EUA pretendem classificar as duas facções como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir de 5 de junho.

Segundo o texto, CV e PCC são “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil” e, juntos, reúnem milhares de integrantes. O documento aponta que os grupos já realizaram ataques contra policiais, autoridades públicas e civis. A nota também afirma que a atuação e as redes ilícitas das facções ultrapassam as fronteiras brasileiras e alcançam outros países da região e o território norte-americano.

O governo norte-americano declarou que vai usar “todas as ferramentas disponíveis” para impedir a entrada de drogas ilícitas no país e interromper o financiamento de “narcoterroristas violentos”. O Departamento de Estado classificou a medida como parte do “compromisso inabalável” da gestão Trump em desmantelar cartéis e organizações criminosas na região.

Na terça-feira, 26, o senador Flávio Bolsonaro (PL) disse ter solicitado ao presidente Donald Trump que as duas facções fossem classificadas como organizações terroristas. O parlamentar se encontrou com o presidente dos EUA na Casa Branca no mesmo dia e afirmou que Trump se comprometeu a avaliar o pedido.

Já no dia 7 de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com o chefe de Estado americano e entregou um documento com argumentos contrários à classificação. Lula declarou à imprensa que o tema não foi discutido durante o encontro.

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