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Casal luta na Justiça para conseguir guarda permanente de criança

relogio min de leitura | Redação 02 de maio de 2015 - 01:03

Segundo Fabio, ele e seu companheiro têm esperança de ficar definitivamente com a bebê de 6 meses

Foto: Leonardo Ferraz

O sorriso diário perdeu para as lágrimas, o carinho perdeu para o medo, mas o amor? Ah, o amor! Esse ainda permanece intacto. Há quatro meses, o casal Fabio Joaquim dos Santos, de 34 anos, e Luciano de Souza Abreu, 36, moradores da Maricá, lutam na Justiça para permanecer com a guarda de uma menina de 6 meses, concedida em guarda ao casal pela mãe.

Casados há cinco anos, Fábio que é enfermeiro e Luciano, administrador de empresas, manifestaram há três anos a vontade de adotar uma criança. O casal realizou então todos os tramites necessários e conseguiu receber da juíza da Comarca de Maricá, Juliane Mosso Beyruth de Freitas Guimarães, o direito de entrar em uma fila de adoção.

Mas quis o destino que tudo acontecesse de forma diferente. Fábio conheceu a mãe da criança, que por não ter condições de cuidar da menor, pediu que o casal ficasse com a guarda dela, já que ela - mãe de outras duas meninas - não poderia sustentá-la.

No dia 31 de outubro, a menina nasceu e foi recebida pelo casal como a princesa da família. Ela ganhou um quarto todo decorado e um lar cheio de amor. Todos os meses, o casal realiza uma grande festa com toda família para comemorar mais um mês de vida da menina.

Querendo agir dentro da lei, o casal procurou a Justiça para informar que estava com a guarda da criança. O que parecia ser o procedimento mais correto virou um pesadelo.

No dia 19 de dezembro, a titular do Juizado de Menores ordenou a retirada da criança do casal e a mandou para um abrigo.

Os dois recorreram e, no dia seguinte a menina pode voltar para casa, mas desde então, o casal trava uma verdadeira batalha de liminares para que a criança seja adotada definitivamente pelo casal. No momento, a menina está com a mãe biológica até o desfecho da história.

“Já a amamos como uma filha. O leite que ela toma custa R$50 e, como tem a pele negra, usa um creme especial para ressecamento. Tentamos agir dentro da lei e aconteceu isso. Nossa vida está do avesso. Não sabemos mais o que fazer. Esse que seria um momento de alegria se tornou um pesadelo”, contou Fabio.

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJ-RJ) informou que o processo corre em sigilo e, portanto, a juíza responsável pelo caso o avalia para posterior decisão.

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