Condomínio pode esconder ‘tesouro’ arquelógico em Maricá

Segundo a assessoria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), os sítios seriam construções do século retrasado
Foto: Luiz NicolellaPor Cyntia Fonseca
Resquícios de uma sociedade do século XIX podem vir à tona em breve, após a descoberta esta semana de seis sítios arqueológicos durante obras da construção do condomínio Terras Alphaville Maricá 2, da construtora Alphaville Urbanismo, na RJ-106, Km 15,5, em Inoã, Maricá.
Segundo a assessoria arqueológica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), os sítios seriam alicerces de construções do século retrasado. De acordo com a construtora, as obras estão parcialmente interrompidas na área onde os sítios foram localizados e no entorno.
Em nota, a Alphaville Urbanismo explicou que “a verificação de sítios arqueológicos é uma situação já vivenciada em outros empreendimentos e nunca prejudicou o andamento das operações. No Espírito Santo, foi montada uma exposição arqueológica permanente com os achados no Alphaville Jacuhy. Em Maricá, a empresa conduziu diversos estudos preventivos junto ao Inea e ao Iphan e a partir dos resultados obtidos dos novos estudos, também será feito um programa de educação patrimonial para os moradores da região”.
Próximos passos - No momento, o Iphan aguarda o resultado do relatório elaborado por uma empresa arqueológica de responsabilidade da construtora, para que sejam definidas as próximas etapas.
Ainda segundo o Iphan, no caso de sítios arqueológicos de grande dimensão, como fundações de edificações, toda a estrutura é estudada, fotografada e permanece no local, podendo fazer parte, inclusive, do empreendimento.
Já o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) esclareceu que o empreendimento está com seu licenciamento ambiental regularizado, no entanto terá informou sobre qualquer alteração no projeto a partir das descobertas arqueológicas.
“Em relação aos sítios arqueológicos, o empreendedor terá de informar ao Inea quaisquer alterações no projeto que venham a ser determinadas pelo Iphan em virtude da descoberta”, informou em nota o órgão.
A prefeitura de Maricá disse que, como os sítios arqueológicos encontrados não podem ser removidos, verificará se é possível incluir o local como parte do roteiro de visitas turísticas à cidade.