Projeto Arunã monitora ninho feito por tartaruga em extinção na orla da cidade
Pela primeira vez, uma tartaruga marinha da espécie cabeçuda (Caretta caretta), ameaçada de extinção, desovou em Maricá. A informação é do Projeto Aruanã, da Universidade Federal Fluminense (UFF), que faz o controle das espécies marinhas na região e demarcou inicialmente a área na Praia de Zacarias onde os ovos foram depositados na manhã do último sábado, segundo relato de pescadores.
Os biólogos do projeto farão a demarcação definitiva com estacas e telas. “O objetivo é preservar o ninho e evitar que curiosos mexam nos ovos. Agora, vamos monitorar esse ciclo”, explica a bióloga Alicia Bertoloto, do projeto Aruanã. A Secretaria Municipal Adjunta de Meio Ambiente, que acompanha a ação, colocará uma placa para sinalizar a região.
Segundo Amanda Vidal, outra bióloga da UFF, uma fêmea coloca, em média, 100 ovos e o período de incubação é de 30 a 45 dias. “Essas tartarugas se aproximam da costa de Maricá para se alimentar e esse é o primeiro registro de desova no município”, afirma a bióloga.