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Congresso em ‘pé de guerra’

Votação das novas regras do seguro-desemprego provoca tumulto na Câmara Federal

relogio min de leitura | Redação 07 de maio de 2015 - 14:15

Sindicalistas lançaram cópias de notas de dólares, que eles chamara de “petrodólares”

Foto: Gustavo Lima/ Câmara dos Deputados

Deputados da oposição, com apoio de dezenas de sindicalistas, fizeram ontem uma manifestação no Plenário da Câmara Federal, após a aprovação do requerimento para encerrar a discussão da Medida Provisória (MP) 665, que estabelece novas regras de acesso ao seguro-desemprego, seguro-defeso e abono salarial.

Parlamentares contrários à votação da MP exibiram réplicas de carteiras de Trabalho, cantaram o Hino Nacional e, juntamente com os sindicalistas que estavam nas galerias, gritaram palavras de ordem contra o governo. Eles consideraram a edição da MP um “estelionato eleitoral”. Ao mesmo tempo, os sindicalistas lançavam em direção ao Plenário cópias de notas de dólares com as fotos da presidenta Dilma Rousseff, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

A manifestação fez com que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) suspendesse a sessão de votação. Cunha determinou também que a segurança da Casa esvaziasse as galerias, tirando do local todos os sindicalistas. Enquanto isso, os deputados da oposição continuavam usando microfones do plenário para protestar.

O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), propôs à noite e o Plenário da Casa aceitou um acordo para votar ainda ontem o texto principal da Medida Provisória (MP) 665, que muda as regras de acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial e ao seguro-defeso e dois destaques, sem que haja obstrução de nenhum partido. Pelo acordo, hoje serão feitas três votações nominais: a do texto base da MP e a dos dois destaques. Todos os líderes concordaram com a proposta e prometeram não obstruir as votações.

Ainda pelo acordo, ficou firmado que as outras votações de emendas e destaques que visam a modificar o texto da MP serão feitas hoje, em sessão marcada para ter inicio ao meio dia no plenário da Câmara. A sessão deverá ser encerrada às 19h. Eduardo Cunha informou que, pelo acordo, cada deputado votará de acordo com sua posição: a favor ou contra a MP, mas sem obstruir os trabalhos da Casa.

Até o fechamento da edição, a MP 665 não havia sido votada.

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