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Relator critica ‘excesso’ de campanhas políticas

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 26 de abril de 2015 - 22:51

Para Marcelo Castro, reforma política deve acabar com individualização das campanhas

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O relator da comissão especial que analisa a reforma política, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), disse que o excesso de campanhas eleitorais no Brasil é um dos problemas a serem resolvidos com mudanças na legislação. Castro, que participou do programa Câmara Itinerante em Campo Grande (MS) ontem, criticou a “individualização das campanhas”.

“Na campanha passada tivemos 6 mil e tantos candidatos a deputado federal, 14 mil e tantos a deputado estadual. Isso representa 21 mil campanhas, é absolutamente irracional. Cada candidato faz uma campanha para si: ele tem seu jingle, seu carro de som, suas placas, um exército de cabos eleitorais, seu advogado, seu contador, tudo individual”, afirmou.

Marcelo Castro acredita que a reforma política acabará com o “custo exorbitante” das campanhas eleitorais, diminuindo a influência do poder econômico e fortalecendo os partidos políticos. “Queremos uma reforma para fortalecer os partidos, para eles serem mais coesos, mais ideológicos, mais programáticos, para que o eleitor saiba o que ele busca votando em um partido. Hoje o cidadão diz ‘não voto em partido, voto em candidato’. Com razão, não temos partido.”

O parecer - O parlamentar listou ainda os pontos que são dados como certo em seu relatório: o fim da reeleição para prefeito, governador e presidente da República; mandato de cinco anos para todos os cargos eletivos, inclusive senadores; coincidência das eleições municipais, estaduais e nacionais; fim das coligações proporcionais; diminuição do tempo de campanha; e fidelidade partidária com um novo prazo para que o político mude de legenda antes das eleições seguintes.

Em relação ao financiamento de campanha, Marcelo Castro disse que a tendência é manter um financiamento misto, público e privado. Quanto ao sistema eleitoral, os parlamentares da comissão dividem-se entre o distritão, no qual são eleitos os mais votados do estado, independentemente do partido; e o distrital misto, que mescla votos no candidato e no partido.

Presidente - Já o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, criticou os custos das campanhas eleitorais no Brasil e disse que a reforma política pode reduzir os gastos. Defensor do financiamento privado de campanha, Cunha classificou de “hipocrisia” a defesa do financiamento público com o argumento de que o privado estimularia caixa dois.

“Campanha de primeiro turno com 90 dias, por quê? Por que superproduções? Ninguém aguenta mais um marqueteiro ganhando R$ 1 milhão para fazer campanha de presidente da República. O povo quer ouvir o que você pensa, não ver filme bonitinho. A sociedade quer o debate político. Isso reduz custo, evita que o poder econômico interfira na ideia, na sua avaliação”, disse Cunha em referência às atuais campanhas.

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