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CPI quer saber como entidades civis atuam contra a violência

relogio min de leitura | Redação 08 de junho de 2015 - 12:02

Audiência foi sugerida pelo senador Lindberg Farias (PT-RJ)

Foto: Divulgação

O risco de um jovem negro ser assassinado no Brasil é 2,5 vezes maior do que a de um jovem branco, segundo aponta um estudo divulgado em 2014 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Como estratégia para avaliar e reverter este quadro, a Comissão Parlamentar de Inquérito do Assassinato de Jovens realiza, hoje, às 19h30, uma audiência sobre a atuação de entidades civis no combate à violência.

Sugerido pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ), o evento receberá (Fabiano Dias Monteiro, do Vivo Rio; Ivan Contente Marques, do Instituto Sou da Paz; e Maria Sylvia Aparecida de Oliveira, que integra o Geledés). Os organizadores também contam com a presença de Maria de Nazaré Costa da Cruz, da Coordenação Nacional de Entidades Negras e de Hamilton Borges dos Santos, da Campanha Reaja ou Será Morta, Reaja ou Será Morto.

Pesquisa – O estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública foi feito em parceria com a Unesco e mostrou que o número de jovens negros assassinados por 100 mil habitantes subiu de 60,5 em 2007 para 70,8 em 2012. Entre os jovens brancos, a taxa de vítimas de homicídio também aumentou: de 26,1 para 27,8. Isso significa que 29.916 jovens foram assassinados em 2012, sendo 22.884 negros e 7.032 brancos. Em 2007, o número de jovens mortos era de 26.603, dos quais 18.860 eram negros; e 7.443, brancos.

Os números confirmam os apresentados em 2013 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que apontou duas vítimas negras a cada três assassinatos.

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