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Comperj está na mira da CPI

Sub-relator aprova convocação de mais cinco gerentes para prestarem depoimentos

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 19 de maio de 2015 - 12:52

Deputado federal Altineu Côrtes (PR) questiona aditivos de R$ 138 milhões nos contratos de terraplanagem do Comperj

Foto: Luis Macedo/Câmara dos deputados

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras aprovou, ontem, a convocação de outros cinco gerentes do Comperj para prestarem depoimento. O sub-relator da CPI, deputado federal Altineu Côrtes (PR-RJ) disse que esses depoimentos são importantes para confrontar o que disseram o ex-presidente do Comperj, Nilo Carvalho Vieira Filho, e o ex-gerente geral do Complexo, Jansen Ferreira da Silva, que prestaram depoimento há duas semanas.

Altineu destacou os prejuízos sofridos pelo município de Itaboraí, por conta dos desvios de recursos e paralisação das obras do Comperj. “Estou estudando o relatório do Tribunal De contas da União (TCU). O trabalho prévio aponta vários ilícitos. Só em aditivos para a terraplanagem chegam a R$ 138 milhões”, disse. De acordo com as investigações da CPI, Nilo Carvalho recebia R$ 60 mil por mês e era um dos principais gestores do Comperj. “Foi ele quem assinou todos esses aditivos”, acusou Altineu.

O ex-presidente do Comperj, entretanto, minimizou a importância de sua função.

“O senhor recebia este salário, mas alega que não entende nem de petroquímica nem de obras. E ainda acrescentou que, embora fosse presidente, só aparecia para acompanhar visitantes”, declarou Altineu.

Já Jansen Ferreira respondeu aos questionamentos de forma ainda mais evasiva, restringindo-se a dizer que não havia nenhum elemento que pudesse comprometer a legalidade das ações dele e que tudo o que foi realizado estava de acordo com o regulamento da empresa. “Desconheço qualquer coisa que me faça pôr em dúvida o trabalho da minha equipe”, declarou o ex-gerente geral da estatal.

O sub-relator da CPI salientou o envolvimento de Jansen com outros funcionários detidos pela Polícia Federal e que forneceram informações sobre outros envolvidos através da delação premiada. O ex-gerente geral da Petrobras ocupou o cargo por quatro anos.

“Questiono como o senhor pode não lembrar sequer do valor de seu salário. Talvez os R$40 mil não tivessem importância, mas para a população de Itaboraí, do Estado e do Brasil, valia. Se tudo ocorria de forma legal, a Operação Lava-Jato seria em vão”, ressaltou Altineu.

“Queremos que as obras sejam concluídas e inauguradas o mais rápido possível. Estive, ontem, com o desembargador aposentado Armando Toledo, principal assessor do presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, e eles vão apresentar o novo plano de negócios da empresa na 1ª quinzena de junho. Acreditamos que seja divulgado o cronograma para a conclusão do restante da obra, que já está 82% concluída”, informou o deputado.

Quando estiver pronto o Comperj vai refinar 165 mil barris de petróleo por dia, além de processar 20 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

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