Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 5,0748 | Euro R$ 5,8452
Search

Itaboraí faz levantamento sobre trabalho infantil

Maior incidência do problema é entre crianças de 9 e 14 anos

relogio min de leitura | Redação 29 de abril de 2018 - 09:35
Imagem ilustrativa da imagem Itaboraí faz levantamento sobre trabalho infantil


A Secretaria de Desenvolvimento Social de Itaboraí, por meio do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) e o Serviço Especializado em Abordagem Social, realizaram um mapeamento, durante o último ano, para descobrir os principais dados do trabalho infantil no município. Segundo os dados apurados, a fixa etária com maior incidência de trabalho infantil da cidade é de 9 a 14 anos, com maior contingência de atividade irregular em Manilha e no Centro, com crianças atuando em semáforos.

O Peti, que foi reativado no ano passado segundo o governo municipal, é um conjunto de ações que visam retirar crianças e adolescentes menores de 16 anos do trabalho precoce, exceto na condição de aprendiz a partir de 14 anos. O programa, além de assegurar transferência direta de renda às famílias, oferece a inclusão das crianças e dos jovens em serviços de orientação e acompanhamento.

“Queremos divulgar para a população que existe um número de telefone, que é o Disque 100 e que vale para todo o território nacional. A ligação pode ser anônima, e as denúncias são direcionadas para o e-mail do Peti no município e também para o Conselho Tutelar”, afirmou a coordenadora do Peti em Itaboraí, Talita Moraes.

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social, após o recebimento da denúncia, os agentes do programa buscam entrar em contato com a família para auxiliar e conduzir as crianças para o ambiente escolar e abandonar a atividade irregular.

 “Após a denúncia é realizado um mapeamento desses focos de trabalho infantil e direcionado a uma equipe de abordagem social. A equipe realiza visita domiciliar, com objetivo de sensibilizar a família para que ela entenda que a criança não pode estar em situação de trabalho. E ainda procura saber as questões que levaram essa criança ao trabalho infantil”, explicou o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Roberto Costa.

Após a entrevista com a família, caso a criança não esteja matriculado em uma unidade escolar, é encaminhada a uma escola, onde recebe auxílio e atenção especial de profissionais educacionais.

Matérias Relacionadas