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História dos carnavais será disponibilizada em internet

relogio min de leitura | Redação 06 de março de 2017 - 09:00
Muitas histórias já foram levantadas no acervo fotográfico do Museu Histórico do município
Muitas histórias já foram levantadas no acervo fotográfico do Museu Histórico do município -

A Secretaria de Cultura vai disponibilizar, a partir de maio, todo o seu acervo fotográfico em formato digital. A ideia é oferecer a todos a história de Maricá registrada por fotógrafos profissionais e amadores. Os responsáveis pela pesquisa são o professor e historiador Cezar Brum e a arquiteta Renata Gama – que estão reorganizando o Museu Histórico da cidade.

Segundo o professor, o museu guarda, desde 1965, um acervo rico sobre o Carnaval na cidade, que vai do primeiro campeonato de escolas de samba e blocos em Maricá. A primeira proposta é resgatar a história dessas escolas e blocos. Cezar Brum, que foi carnavalesco da extinta Escola de Samba Esferinhas, viveu o auge dos desfiles na passarela do samba, no Centro, que voltarão a acontecer em 2018. “Temos aqui um acervo não só das escolas de samba, mas também de festas cívicas desde 1965”, afirmou. Devido ao trabalho na reorganização do museu, o professor afirma não ter tido tempo suficiente para pesquisa detalhada e, por isso, já se desculpa caso algum bloco ou escola de samba fique de fora neste primeiro momento. “Há informações incompletas e talvez até com algumas imperfeições cronológicas, devido à falta de uma documentação de fontes escritas, primárias e concretas”, avalia. Em um segundo momento, o historiador fará um levantamento maior para que, futuramente, estudantes possam ter um local para pesquisar com cinco mil fotos.

Um dos registros mais antigos envolve uma confusão. Em uma consulta nas atas da Primeira Igreja Batista de Maricá, entidade fundada em 19 de abril de 1916, verificou-se que após pouco mais de um ano de fundação, já passava por algumas dificuldades, justamente com um grupo que desenvolvia atividades ligadas ao Carnaval, como descreve o documento. “Várias perseguições têm sofrido os crentes neste lugar”, diz o texto. O relato informa que um clube de Carnaval realizava ensaios no dia 27 de janeiro de 1917 “quando, no mesmo momento, os membros da Igreja realizavam seu culto na Rua Conselheiro Martins Torres (atual Avenida Nossa Senhora do Amparo) e foram surpreendidos por um grupo de carnavalescos, invadindo a casa religiosa com o estandarte (símbolo da entidade carnavalesca). Ao mesmo tempo, outros foliões do mesmo grupo, atiravam pedras no telhado do templo”. “Infelizmente, não houve ainda condições de precisar o tipo e o nome da entidade carnavalesca organizada que “profanou o templo”, porém acredita-se ser a mesma, uma das pioneiras no município de Maricá (“Bloco ou Rancho” “Tira-Teima”)”, disse o professor. As primeiras atividades carnavalescas de Maricá não foram marcadas apenas por confusões e perseguições. As fanfarras eram animadas, principalmente, quando ocorriam disputas entre as agremiações. Uma das rivalidades de quase meio século foi entre agremiações carnavalescas que usavam as cores Verde e Branco X Amarelo e Branco, na década de 20, “Jacaré” X “Tira Teima” e que também simbolizavam grupos sociais e políticos da população da cidade. Em meados de 1970, “Esferinhas” X “Antiga Amizade” também disputavam a preferencia dos foliões.

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