Júri decide hoje em RB se a viúva é ou não culpada

Por Renata Sena
Acontecerá hoje o interrogatório e a última fase do julgamento da viúva milionária Adriana Ferreira de Almeida, acusada de ser a mandante do assassinato do vencedor da Mega-Sena, Renné Senna, executado com quatro tiros, em 7 de janeiro de 2007, em Rio Bonito. Ontem, aconteceu o segundo dia de julgamento e outras nove testemunhas, três de acusação e seis de defesa, foram ouvidas pelo Tribunal do Júri da Comarca de Rio Bonito.
Ao contrário do primeiro dia de julgamento, ontem Adriana, que ficou conhecida como “a viúva da Mega-Sena”, se mostrou bastante abalada e chegou a chorar em diversos momentos.
Entre as testemunhas de defesa, foram ouvidos os pais, a irmã e o cunhado da ré, além de dois ex-funcionários. Durante o depoimento de sua mãe, a dona de casa Creuza Ferreira Almeida, Adriana ficou muito emocionada. Creuza falou sobre o período em que Adriana estava presa e a família continuava a viver na fazenda da vítima. “Eu tenho certeza que a Adriana é inocente. Além da relação de advogado, temos uma relação de irmandade. A tese da defesa é bem clara: o que existe até o momento são boatos. Todo mundo fala tudo, mas ninguém tem provas contra Adriana. O que o Tribunal está avaliando é o crime e a decisão é sobre Adriana ter mandado matar ou não. Não existem provas contra ela. Se o casal vivia bem ou não, é uma questão de outra ordem”, afirmou Jackson Costa Rodrigues, advogado da ré.
Adriana chegou a ser absolvida, em dezembro de de 2011, pelo Conselho de Sentença de Rio Bonito. Mas, na mesma ocasião o Ministério Público do Rio de Janeiro recorreu a decisão. Nos dois primeiros dias de julgamento 16 testemunhas foram ouvidas.