Falta de médicos e vagas deixam pacientes na ‘mão’

Por Marcela Freitas
Em meio a crise instalada na saúde do estado, pacientes que buscam atendimentos no município de Itaboraí, sofrem a falta de “ socorro” nas principais unidades da cidade. No Hospital Estadual Prefeito João Batista Cáffaro, o mais importante do município, não são oferecidos mais atendimento médico e de urgência ao público. A unidade, antes referência, funciona apenas para internação de pacientes encaminhados pelo Hospital Estadual Alberto Torres ou outras unidades da rede.
Na manhã de ontem, a ajudante de cozinha Josimara Gonçalves Bento, de 30 anos, esteve na unidade em busca de um otorrinolaringologista, mas foi orientada a procurar o especialista em São Gonçalo ou em Rio Bonito. Ela já havia passado pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde também não encontrou o especialista.
“Estou com muita dor no ouvido e garganta. Fui até a Upa onde fui medicada por conta da tosse, mas me mandaram buscar um otorrino. Vim até aqui e fui informada que atendimento nesta unidade só para internação. No Hospital municipal o atendimento também é precário. Quem necessita de saúde pública está perdido. Não tenho condições de ir buscar médicos em outros municípios, sem a certeza que conseguirei o especialista. Vou para casa sentindo dor. É a única coisa que me resta”, lamentou.
A Direção do Hospital Estadual João Batista Cáffaro informa que a unidade se tornou hospital de retaguarda para internações de pacientes com patologias clínicas oriundas de unidades da região para atender a demanda de toda Região Metropolitana II.