Entidade de Maricá usa o esporte para inclusão social

Por Thiago Soares
Nascer com uma deficiência não significa a impossibilidade de praticar algum esporte ou até mesmo de se profissionalizar. Pensando nisso, a Associação Maricaense das Pessoas com Deficiência (Amaped), sediada em Araçatiba, Maricá, está dando novas oportunidades de vida aos portadores de necessidades especiais.
Fundada em 19 de maio do ano passado, com o objetivo de aproveitar o máximo do rendimento de cada pessoa, a associação, que atualmente tem cerca de 45 atletas, oferece cinco modalidades paralímpicas: vôlei sentado, futebol de 7, judô, atletismo e natação. Para aumentar o leque de opções, a sexta modalidade que será oferecida em breve já foi definida: a bocha.
“Acho que o esporte, além de ser importante pela atividade física, abre a cabeça das pessoas, novos horizontes. Muitas pessoas com deficiência descobrem uma nova vida quando se encontram nos esportes. Hoje temos cinco modalidades sendo oferecidas, mas estamos nos qualificando para disponibilizar também a bocha”, disse o presidente da associação, Rinaldo Baiense de Carvalho, de 40 anos.
Um grande exemplo desta mudança de vida é o nadador, Jean Carlos Ferreira, de 41 anos, que tem paralisia cerebral e deficiência motora nos membros inferiores. Ele conheceu a instituição, se apaixonou pela modalidade e já vai começar a competir em 2017.
“Eu sempre me achei uma pessoa normal, que nadava com pessoas normais. Depois que conheci o projeto, aceitei minha deficiência e comecei a me envolver”, comemorou o atleta.
Campanha - Sem nenhum tipo de patrocínio, a Amaped mantém campanha de arrecadação de fundos, em que qualquer um pode ajudar. Para informações, basta visitar o site amaped.gov.br ou acessar a página ‘Amaped - Associação Maricaense das Pessoas com Deficiência’ no Facebook.