Tuberculose na infância é tema de capacitação

Capacitar os profissionais de saúde para aperfeiçoar o diagnóstico de tuberculose na infância foi a proposta do encontro promovido pelo Programa de Controle de Tuberculose (PMCT) de Itaboraí, na última terça-feira, em parceria com Grupo de Estudos em Tuberculose Pediátrica da Universidade Federal Fluminense (UFF). O evento reuniu cerca de 30 profissionais no salão nobre da Prefeitura. Na ocasião, também foram apresentados dados da situação epidemiológica na cidade e no país.
De acordo com a pneupediatra Ana Paula Quitanilha, mestranda de Análises Clínicas da UFF, o diagnóstico da tuberculose nas crianças menores de 10 anos é mais difícil, uma vez que apresentam maior dificuldade de expectorar, dificultando muitas vezes o próprio exame de escarro, necessário para detecção da doença. Outro agravante é que, quando infectadas, apresentam uma quantidade de bactérias menor que os adultos, tornando mais difícil a análise pela radiografia.
“O contato da criança com um adulto com baciloscopia positiva (doença) é o ponto chave para se investigar a possibilidade da tuberculose. Nesses casos, recomenda-se uma avaliação de contato para se identificar a infecção latente, que é quando a criança tem a bactéria, mas ainda não desenvolveu a doença”, explica a especialista.
Ainda segundo Ana Paula, o risco da criança desenvolver a doença é maior nos primeiros dois anos após o contato. Em geral, apresentam maiores risco as crianças de até de cinco anos, com quadro de desnutrição ou HIV positivo.