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IML fechado dá ‘dor de cabeça’ a moradores

relogio min de leitura | Redação 23 de junho de 2016 - 12:10
Sem a unidade, moradores tem que se deslocar a outras cidades para liberarem corpos
Sem a unidade, moradores tem que se deslocar a outras cidades para liberarem corpos -

Por Daniela Scaffo

Há mais de dois anos, o Instituto Médico Legal (IML) de Itaboraí fechou as portas por péssimas condições de funcionamento. As autoridades anunciaram que o órgão seria reaberto com instalações adequadas para atender a população da região, que segundo IBGE, possui aproximadamente 250 mil habitantes.

A realidade, no entanto, não mudou. Quem passa em frente ao órgão encontra as portas fechadas e o ambiente vazio. E o que é pior: Ainda não há data para que o serviço seja retomado. Enquanto isso, as pessoas que perdem parentes e precisam recorrer aquele serviço, repetem a dura rotina de terem que se deslocar até o IML de São Gonçalo ou até de Araruama, na Região dos Lagos, para o reconhecimento e liberação de corpos.

Uma das famílias que sofreram com a falta de atendimento foi a do aposentado João Carlos Barbosa, que faleceu na última segunda-feira, aos 83 anos.

“A gente mora aqui e teve que se deslocar até o IML de Tribobó. Quem acaba sofrendo as consequências somos nós da família”, contou o neto do aposentado, Ricardo Barbosa Galvão, 27.

O Departamento Geral de Polícia Técnico Científica da Polícia Civil informou que trata-se de uma medida de administração, considerando o cenário atual de contingenciamento financeiro. “A Instituição, consciente de seu papel junto à sociedade, busca melhorar o atendimento, mesmo com menos recursos”.

A prefeitura de Itaboraí informou que auxiliou o estado, promovendo as obras necessárias à reabertura. A decisão sobre a reabertura do serviço cabe ao governo estadual.

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