IML fechado dá ‘dor de cabeça’ a moradores

Por Daniela Scaffo
Há mais de dois anos, o Instituto Médico Legal (IML) de Itaboraí fechou as portas por péssimas condições de funcionamento. As autoridades anunciaram que o órgão seria reaberto com instalações adequadas para atender a população da região, que segundo IBGE, possui aproximadamente 250 mil habitantes.
A realidade, no entanto, não mudou. Quem passa em frente ao órgão encontra as portas fechadas e o ambiente vazio. E o que é pior: Ainda não há data para que o serviço seja retomado. Enquanto isso, as pessoas que perdem parentes e precisam recorrer aquele serviço, repetem a dura rotina de terem que se deslocar até o IML de São Gonçalo ou até de Araruama, na Região dos Lagos, para o reconhecimento e liberação de corpos.
Uma das famílias que sofreram com a falta de atendimento foi a do aposentado João Carlos Barbosa, que faleceu na última segunda-feira, aos 83 anos.
“A gente mora aqui e teve que se deslocar até o IML de Tribobó. Quem acaba sofrendo as consequências somos nós da família”, contou o neto do aposentado, Ricardo Barbosa Galvão, 27.
O Departamento Geral de Polícia Técnico Científica da Polícia Civil informou que trata-se de uma medida de administração, considerando o cenário atual de contingenciamento financeiro. “A Instituição, consciente de seu papel junto à sociedade, busca melhorar o atendimento, mesmo com menos recursos”.
A prefeitura de Itaboraí informou que auxiliou o estado, promovendo as obras necessárias à reabertura. A decisão sobre a reabertura do serviço cabe ao governo estadual.